28 de julho de 2010

Preciosa - Um História de Esperança


Esse filme tinha tudo para se tornar "mais um filme comovente sobre negros que encontram em seu caminho um salvador branco para apostar em suas vidas"; tinha tudo para andar de mãos dadas com o decepcionante Um Sonho Possível, se enchendo de clichês e com bastante trilha musical para comover em cenas tocantes. Graças a Deus e ao talento do diretor Lee Daniels, Preciosa - Uma História de Esperança toma o caminho oposto das típicas produções e realiza uma obra-prima!

Contando com um elenco surpreendentemente ótimo (todos sem excessão atuaram muito bem, até mesmo os singers Mariah Carey e Lenny Kravitz em papéis secundários), um roteiro que foge de todas as armadilhas para evitar o usual, o fácil, e duas atrizes que dão um show de interpretação (a ganhadora do oscar por coadjuvante Mo'Nique e a injustiçada Gabourey Sidibe como protagonista) a obra pega pesado ao retratar a vida de Claireece Jones Precious, que quando ainda criança era forçada a ter relações sexuais com o pai, tendo deste dois filhos, e agora jovem precisa lidar com uma mãe "monstruosa" (a sensacional Mo'Nique), a sua péssima condição social e com suas frustrações sentimentais.

A história é contada de forma bem sincera, o mais próximo da realidade possível, sem
rodeios, sem enfeites. Daí alguns acharem o filme baixo astral demais. Mas é justamente desse "clima" pesado, de miséria, de frustrções que Lee Daniels tira poesia, beleza e, por fim, esperança. Toda crueldade e violência passada na tela, mostrando simplesmente a realidade de muitas "preciosas", é que fazem dessa produção um dos filmes mais importantes da atualidade.


Ganhador de vários prêmios, sendo a maioria para Mo'Nique, ainda conseguindo o merecido oscar por roteiro adaptado, Preciosa não é um filme fácil, não é entretenimento, e sim o retrato de muitas vidas, sem fundo musical para as coisas parecerem mais amenas, um filme obrigatório.


Fica a minha dica! Confira, reflita, passe para os outros...


Marcus Lyra


17 de julho de 2010

Sheryl Crow

Sheryl Suzanne Crow nasceu em Kennett em 11 de fevereiro de '62 é a nossa maravilhosa Sehryl Crow, que começou sua carreira já nos anos '80, embora sem visibilidade, depois de passar anos como backing vocal de artistas como Don Henley, Rod Stewart, Eric Clapton e Michael Jackson, e de dar aulas de música para crianças deficientes, Sheryl Crow gravou seu primeiro disco em 1993, no qual estourou com a música "All I Wanna Do".

Alternando seu estilo entre o Folk, Pop e Rock, Sheryl desde sua estréia, teve vários hits nas rádios de todo o mundo e ganhou diversos prêmios Grammys e vendeu mais de 40 milhões de discos em todo mundo.


Já fez duetos com diversos artistas, teve canções em várias trilhas sonoras de filmes; cantou com Luciano Pavarotti, Elton John, Rolling Stones, Johnny Cash, U2, The Corrs, Miley Cyrus, Sting (video acima) e vários outros grandes artistas.

Já namorou o cantor e guitarrista Eric Clapton, o ator Owen Wilson e o famoso ciclista norte-americano Lance Armstrong, de quem se separou em Fevereiro de 2006

Sheryl Crow já se apresentou por duas vezes no Brasil. A primeira visita ocorreu em Novembro de 1995, como atração de abertura de Elton John. A segunda foi em Janeiro de 2001, na terceira edição do festival Rock in Rio.

Recentemente chegará em nossas lojas seu novo cd chamado "100 miles from Memphys", meus ouvidos não perceberam nada demais nesse cd, meio que simpatizou com a balada "Stop" embora não seja a música de trabalho, essa se chama "Summer Days" e confesso que não vi nada demais. Lembro me que ao ouvir os dois últimos álbuns "Detours" e "Wildflower" eu de cara me encantei com algumas canções e nesse álbum o mesmo não aconteceu, mas vamos esperar, quem sabe eu esteja enganado e ela chegue arrebentando com algum outro hit desse álbum?

Pra quem não conhece muita coisa de Sheryl e está afim de se aprofundar eu coloquei abaixo a relação dos álbuns e as melhores canções deles, assim vc pode baixar, conhecer, com certeza vai se apaixonar e depois comprar os álbuns, até porque a obra dela completa é muito boa e vale a pena ter em casa!

(1993) Tuesday Night Music Club
Esse álbum é maravilhoso, álbum de estréia e trouxe vários hits, são eles: "Run, Baby, Run", "Strong Enough", "All I Wanna Do" e a balada "I Shal Believe"

(1996) Sheryl Crow
Nesse álbum temos três grandes canções: "Everyday is a Winding Road" (Trilha do filme "Erin Broackovich" que deu o Oscar tão esperado a Julia Roberts), temos "Hard To Make a Stand" e "Home" que é uma das minhas favoritas e tem um video lindo, vale a pena dar uma espiada no Youtube.

(1998) The Globe Sessions
Nesse temos "My Favorite Mistake", "Crash And Burn" (essa foi trilha de "Cálculo Mortal" com Sandra Bullock e também tocou num dos episódios de Friends, que não me lembro qual foi) e ainda trouxe a regravação de "Sweet Child O'Mine" que deve ter feito o pessoal do Guns querer morrer porque é muuuuito melhor na voz da loura!

(1999) Sheryl Crow and Friends : Live
Esse álbum é uma coletânea dos anteriores ao vivo

(2002) C´mon, C´mon
Esse é muito bom, daqueles que você põe pra tocar e não se preocupa porque tudo que toca é de primeira: "Steve McQueen", "Soak Up The Sun", "Safe and Sound", "C'mon C'mon", "It's So Easy", "Over You" e "Weather Channel"... Caramba, acabo de me dar conta de que o álbum é todo bom, hehhe!

(2003) The Very Best of Sheryl Crow
Coletânea em studio

(2005) Wildflower
Nesse vale a pena conhecer: "Perfect Lie", "Good is Good", "I Don't Wanna Know", "Always On Your Side" e a mais deliciosa do álbum que é a faixa título "Wildflower" é um grande cd, está entre meus favoritos!

(2008) Detours
Gosto desse álbum, mas como a intensão aqui é indicar as cansões que podem fazer o leitor se apaixonar por Sheryl, não tem muito o que indicar mas sugiro que conheçam "Peace Be Upon Us" e a linda e minha música preferida dela "Lullaby For Wyatt" uma cansão de ninar feita pro filho de Sheryl, é simplesmente lindo! comfira o video abaixo!


(2010) 100 Miles From Memphys
como disse no texte, eu só indico a baladona "Stop" que acho que pode alegrar nossos corações, fora isso, o álbum não me emocionou!
vale a pena indicar que o pessoal ouça trilha 007 cantada por Sheryl Crow "Tomorrow Never Dies", "Mother Nature Son" do filme Uma lição de amor e a elétrizante "Real Gone" trilha do desenho animado "carros"!


Então essa é minha dica, Sheryl Crow, se você conhece, tire seus cds do armário e faça uma sessão Sheryl, se você ainda não conhece muita coisa, corra agora e ouça as dicas, compre os cds e apaixone-se!

Até o nosso próximo post.

Willy Barcellos!

15 de julho de 2010

O Peso do Silêncio


Nasce um estrela, Heather Gudenkauf a autora do livro O Peso do Silêncio, sei que você deve estar se perguntando, quem é essa meu Deus? Então, eu mais uma vez fazendo minha "Livro-terapia" estava numa livraria e enquanto meu olho buscava algo interessante pra eu ler me deparei com uma capa muito bonita, na verdade muito expressiva (viu a importância da arte nas capas dos livros), aí deu vontade de ver quem era a autora e ler a sinópse, nunca tinha ouvido falar dela, mas a sinópse me embriagou de vontade de lê-lo, então, comprei!

Na contracapa tinha algo falando sobre a autora e ao ler vi que ela estava se tornando uma revelação por causa do seu primeiro livro, esse! Daí devorei ele em apenas alguns dias, acho que se eu tivesse tempo teria feito isso em apenas um dia, o livro é ótimo, acho que não me sinto assim com uma história desde Ensaio Sobre a Cegueira do nosso saudoso José Saramago, as duas história nos prendem e a vontade é de largar tudo e ler o livro sem parar e isso só acontece quando o livro é muito bem escrito, (sem querer comparar, claro).

Pode até ser que eu esteja enganado, mas acho que vem aí mais uma grande escritora pra nos presentear com grandes histórias!

Sinópse:
Aconteceu numa quieta manhã de agosto... Duas famílias acordam para um pesadelo. Suas filhas sumiram na noite!
Calli doce e meiga parou de falar quando tinha 4 anos após vivenciar um momento traumático em sua família. Petra, sua melhor amiga, sua alma gêmea e sua voz tem a mesma idade e sempre foram inseparáveis. Três anos depois, numa calma manhã de agosto Calli é levada pra dentro da floresta por seu pai, alcoólatra e violento, lá acabam se perdendo um do outro, ao mesmo tempo Petra, a melhor amiga de Calli, desaparece. Enquanto uma busca é organizada as famílias refletem sobre acontecimentos do passado que desencadearam a sequência de eventos que culminou com o desaparecimento das duas crianças.
Agora, estas famílias estão unidas pelo mistério do que aconteceu a suas filhas. E a solução está oculta no silêncio de seus próprios segredos... Uma história explosiva. Um suspense de tirar o sono. Mas acima de tudo, um romance sobre laços de família e emoções humanas vistas pelos olhos dos muitos envolvidos neste drama. O Peso do Silêncio é um romance comovente e lírico, cujo ritmo mantém a aura de tensão até a última página.

Heather Gudenkauf

Com maestria e beleza Heather nos oferece um românce em que são contrapostos sentimentos de culpa e desejo, devoção e honestidade, situações que permeiam sonhos, escolhas e experiências durante o curso de nossas vidas. Uma narrativa vivida e honesta que vai permanecer na memória por muito tempo depois de a última página ser lida. Heather mora Dubuque - Iowa, com seu marido, três filhos e um pointer alemão de pêlo curto e muito mimado. Atualmente se dedica ao seu próximo românce, vamos aguardar!

Por enquanto, a dica é: O Peso do Silêncio, imperdível!

Até nosso próximo post.

Willy Barcellos.

Encontro Explosivo

Olá, e ai, tudo na mais perfeita? Espero que sim! Vamos falar da estréia mais badalada da semana, "Encontro Explosivo", que contou com a presença ilustre de seus protagonistas Tom Cruise e Cameron Diaz, que, inclusive vieram ao Brasil para promover o filme, aliás, a propaganda é alma do negócio, o trailer é engraçadíssimo e promete muita emoção, mas... rs!

Vamos aos trabalhos, em 'Encontro Explosivo', June (Cameron Diaz) está indo para o casamento de sua irmã, quando esbarra em Roy (To Cruise), sua vida jamais será a mesma após este encontro, e totalmente explosivo a medida que ela se vê no meio de uma trama de mentiras, onde não sabe mais em quem acreditar, ela começa a desconfiar de Roy, que é um homem misterioso, que se apresenta dizendo estar do "lado do bem" e que está tentando colocá-la a salvo. Esse é o ponto inicial do filme, pra "protegê-la" embarcamos em uma aventura de ação, meio que comédia romântica que vai rodar o planeta.

Tom e Cameron fazem uma bela dobradinha em filmes de ação, estão um pouco "velhinhos" para os personagens propostos, mas, o problema é que não rolou química entre os dois. Cruise é correto, tem uma interpretação limpa, simples e vigorosa, nos fazendo acreditar que continua em forma e com muito gás pra conitnuar sua "missões impossíveis". O filme tem um inicio meio que paradão e aos poucos vai se desenvolvendo, uma cena de ação aqui, uma cena de ação ali, mas lá pra reta final é que as coisas começam a esquentar e ficar mais interessante. Não sei, mas fiquei com a impressão que a escolha de Cameron foi um erro, ela destoa na dobradinha do filme, não que seja um problema em sua atuação, ela pode até ter feito o melhor que pôde, mas uma escolha errada de atriz, o filme tinha cara de Julia Roberts (Duplicidade), rs, ficaria caro demais.

Quero aqui registrar que fiquei impressionado o currículo do diretor deste filme, James Mangold ("Os Indomáveis - 2007", "Johnny e June - 2005", "Identidade - 2003", "Kate e Leopold - 2001", "Garota Interrompida - 1999", "Cop Land - 1997") e todos as suas obras levaram indicações ao oscar, parece que James resolveu entrar numa nova fase de sua carreira, não começou muito bem não, rs, mas vamos aguardar suas próximas obras.

Sessão pipoca total, cenas de explosão, carros caindo, subindo, escaladas, muito tiroteio, muitas balas ao esmo, muitas cenas de ação com boas doses de humor, e com direito a casalsinho se formando no filme, isso é o queo filme propõe e apresenta, embora o trailer venda o filme de maneira incorreta, se bem, que parece uma constante com trailers, impressiona como por vezes filmes são apresentados de uma forma e quando assistimos, parece que estamos vendo outro filme...

Fica ae a dica desta semana, classifico com 2 estrelas e nada mais!!! Até nosso próximo post!

Wagner Robert

14 de julho de 2010

Vander Lee


No meu último post eu havia falado da nossa atual carência de bons cantores "homens" na nossa mpb, estamos com uma fonte inesgotável de cantoras que continuam a aparecer no mundo da mpb e raramente surge um cantor cantando algo de bom, já faz algum tempo que não surge um rapaz trazendo coisas novas pra nossa música, daí decidi falar de alguns cantores que merecem destaque e o primeiro que escolhi é um mineiro mega simpático, divertidíssimo (quem já foi no seu show sabe disso) além de ser um dos melhores compositores da nossa mpb, com vocês, Vander Lee!

Vanderly Catarina é um mineiro arretado de bom, você pode até pensar que não conhece nada dele, mas eu vou te provar o contrário. Esse moço que nasceu em Belo Horizonte - Minas Gerais no dia 03 março de '66 é um dos compositores mais requisitados da nossa mpb. Vanderly que hoje usa o nome de Vander Lee, iniciou sua carreira cantando em barzinhos mineiros nos meados da década de '80. Em '86 gravou sua primeira fita demo com apenas 4 canções e em '87 já fazia shows com seu repertório próprio. Suas músicas variam desde baladas românticas, samba e rock mineiro, em suas composições Vander Lee fala de acontecimentos do passado, da vida cotidiana e nas mais românticas, sempre fala dos caminhos, e descaminhos de amor. Em suas letras ele consegue entregar pro ouvinte todo o sentimento e a doçura que uma música pode transmitir através das letras ricas em rima, melodia e poesia que só ele sabe como fazer.

Se você é um dos que pensa não conhecê-lo, assista os videos espalhados pela postagem, garanto que já ouviu todas as canções, só não sabia quem cantava!




Em 1996 Vander Lee ganhou o segundo lugar do festival ‘Canta Minas’ realizado pela Globo Minas com a música Gente não é cor. Esse foi o impulso necessário para o artista produzir seu primeiro cd independente, assinando ainda como Vanderly no ano de 1997. O cd não obteve uma venda significativa, mas conquistou os primeiros fãs do cantor. Em novembro de 1998 Elza Soares conheceu o trabalho do artista e incluiu a música Subindo a Ladeira em seu repertório de show. Vander Lee a convidou para assistir um show seu em BH e ela além de vir, dividiu o palco com ele. A partir daí, ele realizou várias participações nos shows de Elza em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

Seu segundo cd, ‘No Balanço do Balaio’ foi lançado em 1999 pelo selo da Kuarup, com participações de Mauricio Tizumba, Tambolelê, Raquel Coutinho e o pai do cantor, José Delfino. O disco rendeu boas críticas e circulou timidamente por Minas, Rio e São Paulo. Vander sentiu uma movimentada em sua careira após várias cantoras gravarem suas músicas, como Rita Ribeiro, Eliana Printes, Gal Costa, Emilinha Borba, Alcione, Leila Pinheiro, Paula Santoro, Margareth Menezes, Luiza Possi, Selmma Carvalho. Até hoje um grande número de mulheres gravam suas canções.



Em 2003, o terceiro cd nasceu de uma temporada de shows feita por Vander Lee em Belo Horizonte, no teatro Chico Nunes. O cd se chama ‘Ao Vivo’ e contou com a participação de Elza Soares e Rogério Delayon. A Indie Records vendo o potencial do disco resolveu distribuí-lo. O trabalho foi um sucesso e rendeu ao artista muitos shows pelo Brasil, além da possibilidade de lançar em 2005 o cd ‘Naquele verbo agora’, mais romântico e levemente pop. Com esse disco, Vander Lee arrebatou o público com as canções maravilhosas, principalmente Esperando Aviões que fez muito sucesso nas rádios, além disso foi finalista do “Prêmio Tim de Música”, nas categorias Melhor Disco e Melhor Cantor da Canção Popular.




Em 2006, Vander Lee gravou o cd e DVD ‘Pensei que fosse o céu’ no Grande Teatro do Palácio das Artes, em um show emocionante, com uma banda de peso e a participação de Zeca Baleiro. Além disso, gravou também seu segundo DVD, o ‘Entre’, um acústico com convidados (Renato Motha, Regina Souza, Maurício Tizumba) que será lançado em breve.

O ano de 2009 começou com boas surpresas. Em dezembro lançou seu mais novo cd, intitulado ‘Faro’. Com produção de Marcelo Sussekind, o cd tem uma levada mais pop e possui 12 faixas, sendo 10 inéditas. As outras duas músicas do cd são bem especiais: um poema musicado de Cartola, chamado Obscuridade e uma versão de Ninguém vai tirar você de mim, sucesso na voz de Roberto Carlos. O cd conta com as participações do africano Lokua Kanza, Regina Souza, Renegado.

Hoje Vander Lee segue com a turnê do cd Faro pelo Brasil prometendo ao público shows emocionantes e cheios de poesia.




Viu como você conhece ele?

Minha dica de hoje, ta querendo ouvir música boa e composição de qualidade? Busque os trabalhos do Vander Lee, sugiro todas as músicas que ele canta, não tem nada de ruim em seus álbuns e nas composições sugiro em especial: Quem Vai Dizer Tchau na voz de Nando Reis, Aquela Estrela na voz de Eliana Printes, Contra o Tempo com Rita Ribeiro e Onde Deus Possa Me Ouvir cantada maravilhosamente bem por Gal Costa. Prepare o coração!
Até nosso próximo post!

Willy Barcellos

11 de julho de 2010

Marisa Monte

A Maior Cantora do Brasil, assim a revista Rolling Stones classificou nossa maravilhosa Marisa de Azevedo Monte. Esse posto fora antes ocupado apenas por uma cantora, Elis Regina. Eu tenho muito medo desses rótulos extremos mas estava aqui pensando com meus botões e acho que EU "talvez" concorde com a revista, não porque eu ache que ela seja absoluta, mas porque, pensando nos grandes nomes da nossa música (que eu decididamente não considero tão grandes assim), acaba sobrando o primeiro lugar pra ela mesmo, estou até meio perpléxo e assustado por não haver percebido isso antes, mas às Bethania's e Gal's e os que as consideram as melhores, peço perdão, caso discordem de mim! Claro que sei que Marisa Monte não fez nada por nossa política nem teve nenhuma influência nos ritmos de nossa mpb, mas falando se de música, o histórico dela é impecável, mas, esqueçamos essas comparações, elas não são importantes, vamos fazer o que já devíamos ter feito, falar de Marisa Monte.






Nascida no Rio de Janeiro no dia 01 de Julho de '67 Marisa é Cantora, Compositora, Instrumentista e Produtora musical, já ganhou 3 grammy's latinos além de vários outros prêmios como: Video Music Brasil, Prêmio Multishow de Música Brasileira, Prêmio Tim de Música, etc, poderia ficar aqui 15 minutos citando as premiações dela! A linda e afinada cantora já vendeu mais de 10 milhões de CD's e DVD's no mundo todo, no brasil em 2009 ela teve o auge desses números vendendo 5.850 milhões de CD's e DVD's. É um número considerável, certo?







Marisa é considerada a cantora que mais influenciou outras cantoras que foram lançadas a partir da década de 90 em diante. Se a gente avaliar friamente, Marisa surgiu numa época onde não era comum uma cantora surgir do nada como é hoje, em '87 o país estava vivendo um período de baixa na mpb e o que estava no auge no cenário musical era o funk melody (um ritmo popular, rico nas rimas e pobre na poesia, que nos fez aturar várias bandinhas e duplinhas que hoje a maioria nem existe mais, graças a deus!) e do sertanejo com dezenas de duplas sertanejas surgindo a cada dia com suas cansões melosas e interpretações chorosas de seus intérpretes, e nessa época era um festival de Claudinho e Bochecha, Latino, Sampa Crew, Pepê e Neném, Leandro & Leonardo, João Paulo & Daniel, Zezé Di Camargo & Luciano e mais um milhão de duplas, mas a MPB de raiz estava parada, nada de bom acontecia e ai Marisa apareceu e me lembro que foi um Bum! Marisa Monte era a grande novidade da época porque simplesmente não haviam outras iguais, as cantoras que faziam sucesso na MPB dessa época era as que já faziam a muitos anos e outras que sobreviviam muito mal porque não apareciam na midia, Zizi, Leila Pinheiro e Jane Duboc davam os últimos suspiros (aliás quero deixar aqui minha reverência a Zizi e Gal que sempre foram as mais afinadas), com uma canção aqui e outra ali, Gal, Bethania, Elba, estavam onde sempre estiveram e estarão, no lugar delas, com os fãs delas e tal, mas a intensão ao dizer isso não é denegrir a imagem dessas cantoras, afinal esse é o caminho normal pra todas, até a própria Marisa já chegou no seu "lugar comum".
Eis que surge uma magrela-branquela com uma vóz clássicamente interessante mandando um "Bem Que Se Quiz" e arrancando arrepios do mundo, foi arrebatador, foi novo, foi único! Depois disso ela continuou a surpreender com "Só Quero Chocolate", "Beija eu" e simplesmente não parou mais.

Hoje quando surge uma "Maria Gadú" ou uma "Mariana Aydar" da vida, a gente se entrega, compra o cd, posta no orkut os videos, mas no fundo fica uma voz bem lá no fundo da nossa cabeça perguntando repetidamente: "será que ela é boa mesmo ou será apenas mais uma "Maria Rita" que surgiu, arrancou suspiros, veio cheia de promessas e hoje é apenas mais uma? Depois de Marisa uma enchurrada de Zélias, Anas, Luizas surgem a todo canto e a cada dia, mas não podemos esquecer que ela fez a diferença, ela desbravou esse caminho da MPB feminina que andava meio largado, assim como anda nos dias de hoje a MPB masculina, não se tem nada de novo surgindo, mas vamos esperar no Mariso Monte!

Por isso Marisa tem tantos adjetivos, e pode sim carregá-los porque quando ela surgiu, só tinha sua vóz, a mídia não era o que é hoje que qualquer um (como eu) pode fazer um blog e falar bem de qualquer coisa e influenciar outras pessoas, naquela época ela só tinha o jabázinho da rádio e se não fosse boa, nem chegava no segundo cd, mas ela chegou, aliás chegou em muitos outros, inclusive seus álbuns MM e Verde, Anil, Amarelo, Cor de Rosa e Carvão estão na lista dos 100 melhores discos da história da música popular brasileira.

Enfim uma postagem que deveria falar de Marisa Monte acabou com cara de crítica musical dos anos 90, mas isso só aconteceu por um motivo: Marisa não precisa de definições, classificações etc, ela com seu jeito calmo de movimentos leves consegue nos levar as alturas cantando, seja canções mais lentas, seja seus sambinhas de raíz ou mesmo seus ritmos mais enlouquentes, ela é perfeita, ela é Marisa Monte.

Dispensa qualquer dica!

Até o próximo post.

Willy Barcellos.

India Arie


India Arie Simpson, mais conhecida com India Arie nasceu em Denver no dia 3 de Outubro de '75 e desde pequena recebeu influência de seus pais para desenvolver suas habilidades musicais, a mãe cantava profissionalmente e o pai era jogador profissional de basquetbol mas amava a música, e assim ela cresceu, recebendo toda essa influência dos dois lados, só podia resultar em coisa boa.

Ela cresceu e se tornou uma das melhores cantoras de R&B e Soul do mundo, quem pensa que não a conhece pode ter certeza que está enganado pois India já tem 4 álbuns e 14 singles desde 2001 quando iniciou a sua carreira, teve vários hits tocando nas rádios como "Video", "Little Things", "Purify me"(que é minha preferida) e "I Am Not My Hair", também teve algumas de suas músicas em trilhas sonoras de grandes sucessos do cinema, é o caso de "Get it Together do filme O Espanta Tubarões", "The Heart Of The Matter de Sex & The City - The Movie" e a mais recente "Beautiful Day do filme Plano B", por aqui ela emplacou Video e Ready For Love que foi trilha de novela, além disso a exuberante negra de voz aveludada e forte já recebeu 18 indicações ao Grammy e dessas indicações ela emplacou três Grammy's, ou seja, se você realmente não a conhece quem está perdendo é você porque ela está aí brilhando discretamente com suas canções e composições e ritmos maravilhosos.









Quer conhecê-la melhor e conferir minha dica? baixe agora as canções citadas acima porque são imperdíveis e pra completar baixe também: "Words", "Good Man", "Pearls" e "The Truth".

Minha dica de sempre é: Diga não aos produtos enlatados que as gravadoras tentam enfiar nos seus ouvidos, procure, pesquise e conheça as coisas boas que não estão bombando nas rádios, India Arie é uma dessas.

Forte abraço e até nosso próximo post!

Willy Barcellos

10 de julho de 2010

Estréias da Semana

Chega aos cinemas brasileiros "Shrek para sempre" (finalmente) a última aventura do Ogro que levou milhares de espectadores ao cinema, em sua última edição a novidade fica por conta da opção (fenômeno) 3D. Desta vez Shrek está passando por uma crise de identidade, e resolve questionar o que sua vida era, e como ela está agora, casado, com filhos e sendo considerado um ogro bonzinho, ele não fica nada satisfeito com isso e vai criar muita confusão, em companhia é claro, do seu amigo burro falante e o gato de botas (ligeiramente obeso, rs).
De boa, o é mais fraco da série, parece o enterro do Shrek, to brincando, alguma cenas de aventura, umas piadas corriqueiras, mas no mais, nenhuma novidade e o roteiro deixa a desejar, mais do mesmo... Sessão pipoca total, de repente em 3D faça valer a pena, 2 estrelas e nada mais!

Temos também o desconcertado e estranho "Almas a venda", com um roteiro duvidoso e dificil de acreditar, uma espécie de ficção/drama, que traz a história de um ator que está sentindo a alma pesada por interpretar tantos papeis e absorvê-los, dai aceita a indicação de seu agente e resolve retirar sua alma, enfim, é o fim da picada, como se não fosse o suficiente rola na trama até uma espécie de tráfico de almas entre EUA e Russia, rs, fala sério, o filme é lento e não tem nada a ver com nada, e no final me perguntei, o que eerá que eles quiseram dizer com este filme?
Enfim, se você estiver de bobeira, com paciência, dinheiro sobrando e curtir filmes que viajem na maionese, eu recomendo, mas cravo 1 estrela!

Fica ae a dica, até nosso próximo post!

Wagner Robert

7 de julho de 2010

Leonardo Dicaprio, o astro do ano?


Posso esta me adiantando, mas o queridinho de Martin Scorsese (e porque não de hollywood) é o mais forte candidato a "ator do ano" de 2010. 1º foi o surpreendente sucesso de Ilha do Medo nas bilheterias no início do ano, e agora o seu mais recente trabalho A Origem (Inception), de Chris Nolan (O Cavaleiro das Trevas), vem dando o que falar após a divulgação de seus trailers instigantes; este tem data marcada para 16 de julho nos EUA e aqui para 6 de agosto. Um pequeno grupo de jornalistas já conferiram a produção, incluindo a nossa Ana Maria Bahiana, e elogios não foram poupados em suas críticas, chamando-o até de obra-prima!

Será este o ano de Dicaprio? acredito que sim, e merecidamente pela excelente carreira que ele tem feito nestes últimos anos. Pode ser, é claro, que ele não venha levar um Oscar como no caso de Sandra Bullock(Rainha das bilheterias do ano passado); afinal produções como Ilha do Medo e A Origem não batem com o gênero que a academia gosta de premiar (infelizmente). Uma pena, já que em Iha Leo atuou de forma assombrosamente maravilhosa, e acredito que não será diferente nesse.

É esperar para conferir. Torço por ele que lutou e conseguiu tirar a imagem de "mocinho de Titanic" com tanta garra. Fique de olho em A Origem o qual, a propósito, estou reforçando o que nosso amigo Willy Barcellos adiantou a repesto do longa. Realmenete deve ser muito interessante.

Obs: Leonardo Dicaprio ja esta confirmado para trabalhar com ninguém menos que Clint Eastwood em seu novo projeto! Só vai dar ele!

Marcus Lyra

5 de julho de 2010

A Vida Secreta das Abelhas

Olá, e ai, tudo na mais perfeita ordem? Espero que sim!!! É com muita satisfação que hoje trago pra nossa conversa um filme que a crítica simplesmente destruiu, mas que posso assegurar que é uma excelente opção de entretenimento familiar, com vocês "A Vida Secreta das Abelhas".
Contando a história de Lily Owens (Dakota Fanning) uma garotinha assombrada pela memória de sua falecida mãe. Para escapar de sua vida solitária e dos problemas com o pai, ela foge com Rosaleen (Jennifer Hudson), sua única amiga, para uma cidade que guarda o segredo do passado de sua mãe.

Este é o ponta pé inicial, quando vi o poster deste filme me intrigou a imagem de 4 mulheres negras em torno de uma menina branca, o título meio estranho, não levei muita fé, até porque o elenco leva Queen Latifah e Alicia Keys em um drama? Fiquei com os dois pés atrás, por outro lado contava ainda com a Oscarizada Jennifer Hudson e Dakota Fanning, que particularmente eu adoro. Pois bem, logo de início temos a frágil Dakota narrando a morte de sua mãe, e em seguida é abordado seu péssimo relacionamento com o pai, mas até ai o filme não traz nada de novo, é quando entra a passagem histórica, passado na Carolina do Sul em 1964, ano em que os direitos civis foram aprovados nos E.U.A., momento difícil na história americana, jamais se poderia imaginar que em 46 anos um negro poderia chegar a Presidência.
Vale ressaltar a chegada de Lily, "a casa das abelhas" e o seu encontro e relacionamento com as irmãs, May, June e August (respectivamente interpretada por Sophie Okonedo, Alicia Keys e Queen Latifah). Em especial a personagem May e o seu comovente muro das lamentações, lugar onde ela deixa todas as suas dores através de lágrimas e bilhetes, seu desfecho é o que há de mais emocionante no filme, as lágrimas simplesmente rolam. Sem falar na luta dos negro por seus direitos, a maneira como é mostrado o preconceito de uma época recente, e finalmente a trama principal, a busca de Lily pela verdade de seu passado.

Quero aqui destacar o trabalho de Dakota Fanning, que muito impressionou ainda criança com "Grande menina, Pequena Mulher", cresceu e em 2008 emplaca neste filme como uma grande atriz, em breve poderemos conferir ela atuando novamente em "The Runaways", deixando finalmente, se isso é possível, sua candura, em seu primeiro filme de grande densidade dramática.

Bom, por tudo isso aqui apresentado classifico com 5 estrelas, um filme que podem até considerar pipoca, mas é bem feitinho, o elenco é correto, a direção está acertada e no fim temos um obra completa.

Fica ae a dica, até nosso próximo post!

Wagner Robert

1 de julho de 2010

ECLIPSE - A Estréia da Semana

Caros amigos e amigas fui assistir Eclipse super empolgado, pois confesso que o primeiro "Crepúsculo" não me animou muito, teen demais, o segundo "Lua Nova" me deixou uma excelente impressão e um gostinho de quero mais, então fui todo todo ao cinema (que pra variar estava lotaaaaada de adolescentes inquietos, mas que foi super dez pois pude acompanhar a reação minuto a minuto acerca do filme).

Pois muito que bem, a Saga segue (trocadilho), a grande novidade desta vez parece ficar por conta do forte apelo ao sexo, ou melhor a tão esperada hora da primeira vez, Bella se vê dividida entre o frio Edward e o quente Jacob. Eles nos enrolam contando como alguns membros da familia Cullens tornaram-se vampiros na tentativa de humanizá-los, mas só serviu pra encher lingüiça e criar uma "barriga", francamente, desta vez não apresentam nada, absolutamente nada de novo, em questões técnicas, as cenas de ação são idênticas ao 2, as tomadas são repetitivas e sem criatividade mostrando o óbvio, as montanhas, lembrando sempre
que este é o terceiro filme, ja vimos montanhas demais, rs... Outro grande erro de roteiro e continuação, acontece ao duvidarem de nossa inteligência, pois no filme dois percebe-se o quanto Bella já está divida entre o vampiro e o lobo, mas que tem uma preferência pelo primeiro, neste terceiro, isto é maciçamente explorado, forçando a barra, e aos poucos até a euforia dos adolescentes foi diminuindo, os momentos de maior explosão da platéia acontecia quando o lobo aparecia sem camisa e cheio de atitude e tal, mas não foi suficiente pra manter a energia...
E posso dizer mais, é preciso tomar cuidado, essa grande história de amor pode ir por água abaixo, se estendendo e não levando a lugar algum, um filme que mostrou uma grande evolução regride e muito e volta a ser apenas um filminho adolescente bobo, andei pesquisando pois é gritante a diferença entre as obras, e constatei que cada filme tem um diretor diferente, inclusive o próximo, que será em duas partes "Amanhecer", senti uma perda de identidade.

Vale ressaltar que fui ao cinema acompanhado de 04 mulheres, uma de quarenta, que quase dormiu, duas na faixa dos vinte, que vibraram quando os meninos apareciam sem camisa e nas cenas quentes, e uma de 15 anos, que me confessou achar o filme mais chato até agora, mas que gostou e voltaria com as colegas, não sei se pela história ou para ver novamente seu Edward e Jacob... De boa, dou 1 estrela e meia e nada mais...

Fica ae a dica, até nosso próximo post!

Wagner Robert

29 de junho de 2010

Um Olhar Do Paraíso: imperfeitamente lindo


Nas locadoras este mês, Um Olhar Do Paraíso é a minha dica para quem não conferiu a produção ainda.

Quando assisti ao seu trailer na internet ano passado, a produção me chamou muito a atenção. Ainda mais sabendo que era dirigido pelo premiado diretor da trilogia O Senhor Dos Anés, Peter Jackson. Criei (como de costume) muitas espectativas, e fui correndo conferí-lo assim que estreou aqui no início do ano depois de ter sido por vezes adiado. E apesar de alguns problemas, Um Olhar Do Paraíso é no mínimo interessante.

Adapatação do romance de Alice Sebold, o nome da obra no original (inclusive do filme em inglês) é The Lovely Bones, que numa tradução clara seria "Os Restos Angelicais", se referindo ao que acontece com a menina protagonista da história que, após se brutalmente assassinada, passa a observar do seu céu (um pré-paraíso na verdade) as consequências de sua morte sobre sua família e as frustradas tentativas da procura pelo assassino.


Com esse enredo bem interressante, e com um diretor visionário no comando, Um Olhar
tinha tudo para se sai perfeitamente bem. O elenco em nada me incomodou: Mark Walberg como pai da menina ficou ideal, sem ser dramático demais, evitando excessos. Gostei de Rachel Weisz como mãe da gorata, sendo bem convincente com a situação. Lamentável é o pouco aproveitamento da personagem da ótima Susan Sarandon como a vó; Susan quando entra em cena, erradia vida em tão poucos minutos. Stanley Tucci, como o Sr. Harvey, me impressionou com uma ótima atuação, que a propósito lhe rendeu uma merecida indicação ao Oscar como ator coadjuvante. Muitos reclamaram que ele estava caricato demasiado, mas indiscutivelmente este é o estílo de Jackson onde, em seus filmes, gosta de personificar bem a representação do mal. Agora, o maior mérito do longa fica por conta da acertada escolha de Saoirse Ronan, que faz a protagonista. Ela
consegue carregar o filme (quando este falha) com seu olhar (lindos a propósito), com o seu jeito de "menina que quer sair da adolescência e ir atrás dos seus sonhos", e convence muito bem quando sua personagem entra na parte sombrio do filme, quando ela se mostra injustiçada, tendo sua vida interrompida. ja foi indicada aos 13 anos ao oscar por Desejo e Reparação, merecia uma por este, mas...

As imperfeições do filme incomodam um pouco, mas não tiram a boa experiência que um
drama como este proporciona. É claro que "poderia ter sido melhor", como por exemplo o final que ficou "Ghost" demais, a própria direção de Peter Jackson que por vezes deixa o ritmo do filme em desarmonia, entre outras coisas. Mas vale ressaltar que o diretor acerta em não ter transformado o filme em um dramalhão pesaroso como fora Amor Além da Vida (lembram?), em ter feito um filme que contraste a dor, a perda com a suavidade do visual que cerca os personagens (o céu está maravilhoso), ultilizando-o como parte importante da trama também.

Um Olhar Paraíso, apesar de algumas características, não pode ser classificado como um "filme espírita"; acho isso um acerto também. O roteiro (assim como no livro) foi sensível em deixar de fora questões religiosas para que todos, de diversas crenças, pudessem absorver a história também. Cada um interprete segundo a sua fé. Por uma cena, Um Olhar já valeria a conferida; e foi esta cena que me fez clássificá-lo como
um filme 4 estrelas. A cena é o momento onde Susie no céu e seu pai, no quarto de sua casa observando uma vela, sentem a presença um do outro, se comunicam sem a utilização de palavras. Essa interação entre os personagens, mesmo ambos em espaços tão difentes e distantes é que fazem deste filme uma obra imperfeitamente linda, comovente e interessante.
Marcus Lyra


27 de junho de 2010

Cartas Para Julieta

Esse filme deveria se chamar "Doce Surpresa" pois é isso que ele é, surpreendentemente agradável, a gente entra no cinema esperando mais um romancezinho sem graça e sem um bom roteiro e simplesmente se surpreende, se diverte com "os Lorenzos" (assista e entenda), se emociona e se pega torcendo por um desfecho legal. Eu na verdade indico o filme com algumas restrições, heheh! Se você está sofrendo a falta de alguém ou está meio carente não assista agora, mas se tem aquela pessoa que está longe esperando por você ou que você ainda não teve coragem de demonstrar seus sentimentos, acho que o filme vai te ajudar, é lindo, é contagiante!

Eu na verdade não curtia um romance assim desde "Um Lugar Chamado Notting Hill", mesmo sendo duas histórias muito diferentes "Cartas para Julieta" consegue ser tão bom, e prender o espectador tanto quanto o outro.

Amanda Seyfried anda se posicionando como uma das novas queridinhas do cinema, merecidamente, a moça vem nos dando a graça de grandes papéis com diferentes personagens,e com atuações convincentes. Nesse filme as grandes atuações são a dela e da magnífica Vanessa Redgrave, Gael Garcia Bernal tem uma atuação que na verdade foi desfavoreçida pelo personagem que é um cara vazio e chato e acaba impedindo que tenhamos uma observação mais precisa de sua atuação, talvez tenha sido muito boa, ao ponto de não conseguir aturar mais ver a cara dele, tamanha chatísse do seu personagem. O galã do filme é Christofer Egan, que, com seus olhos azuis fazia a mulherada (e alguns rapazes também) dar suspiros diante da beleza do rosto do rapaz, e, embora seja um cara meio desconjuntado, acho que pode ser mais um "bonitinho" do cinema, vamos ver, ele é decididamente fraco, elas carregam o filme nas costas o tempo todo! Mas afinal, quem liga pro Romeu?

Sinopse: Jovem americana viaja para Verona, Itália, a famosa e inspiradora cidade onde foi criada a personagem Julieta Capuleto - sim, aquela da clássica obra "Romeu e Julieta". É neste local que ela descobre um grupo de pessoas que costuma responder às cartas - deixadas num muro para Julieta (uma coisa meio de ritual das apaixonadas, tipo afogar o Santo Antônio) em busca de conselhos sobre o amor. A garota então encontra uma carta escrita a 50 atrás anos e responde a inspirando a autora da carta a viajar para a Itália em busca daquele que sempre foi sua verdadeira paixão. O fato também desencadeia uma série de eventos que irá mudar a vida de todos.

Minha dica de hoje é Cartas para Julieta!

Espero que se emocionem tanto quanto eu, até chorei heheh!

Até nosso próximo post.

Willy Barcellos


25 de junho de 2010

Estréias da Semana

Uma semana magrinha de lançamentos, na verdade, a mais sequinha desde que começamos, está instaurado de vez o efeito "Copa do Mundo" no pais do futebol, dois títulos chegam por aqui, "Brilho de Uma Paixão" uma obra de 2009 que concorreu na categoria Melhor Figurino na edição 82ª do Oscar, de outro lado temos o drama biográfico "Flor do Deserto" também de 2009, que tardiamente chega as nossas telonas na calada da noite e deve ficar por isso mesmo, mas fica aqui o nosso registro destas obras que podem ser excelentes opções nestes dias de esporte.

Brilho de Uma Paixão (Romance)
Sinopse: Londres, 1818. O jovem poeta John Keats é vizinho de Fanny Brawne, estudante de moda de opiniões fortes. Seus mundos não poderiam ser mais distintos. Quando o irmão de John adoece, no entanto, Fanny oferece seus cuidados. Encantado, John se aproxima da moça e se oferece para ensiná-la poesia. Os dois terminam se apaixonando, e no momento em que a mãe de Fanny e o melhor amigo de John descobrem o caso, já é tarde demais para tentarem desaconselhá-los.
Elenco: Abbie Cornish, Ben Whishaw, Thomas Sangster, Paul Schneider, Kerry Fox, Roger Ashton-Griffiths, Jonathan Aris, Sebastian Armesto.

Flor do Deserto (Drama)
Sinopse: Como num conto de fadas, a somaliana Waris Dirie tornou-se uma das mais desejadas top models. Nascida numa família de criadores de gado nômades, sua fascinante trajetória a levou dos desertos do Noroeste da África para as passarelas e revistas de moda mais prestigiadas do mundo. Mas apesar da vida de sucesso e glamour, Waris ainda sofre com as violentas lembranças de um segredo de infância.
Elenco: Liya Kebede, Sally Hawkins, Craig Parkinson, Timothy Spall.

Fica ae a dica, até nosso próximo post!

Wagner Robert

22 de junho de 2010

Como Treinar o Seu Dragão

Uma informação me chamou atenção, "Como treinar o seu dragão" vai completar 3 meses em exibição nos cinemas, um super recorde para uma animação, isso me despertou curiosidade e fui acompanhar e verificar o por que de seu sucesso, e é com grata satisfação que digo que simplesmente adorei, e já classifico com 5 estrelas.

Um filme completo, uma super aventura que traz ingredientes que te prendem a trama, contando a história do franzino Viking Soluço, diferente de todos os outros, um peixe fora d'água, tem como missão matar dragões, bom, ai está formada a confusão... Assim como o Gasparzinho não consegue assustar ninguém soluço se vê no mesmo dilema, por pura falta de vocação. Pra piorar como teste final ele vai ter de matar um dragão, mas como fazer isso, se seu melhor amigo é um?



Aos poucos fui me identificando com os personagens, que ao contrário da maioria das animações, não são bobos ou levados somente pra comédia, aqui temos um filme que nos faz pensar sobre nossos instintos, sobre o por que fazemos certas coisas, ou tomamos certas atitudes, por que seguimos tradições que não conseguimos explicar, mas seguimos, coisas do tipo, além disso é super movimentado, com suas tomadas de ação aérea em cenas de vôo e luta entre os Vikings, de repente nos vemos torcendo pelos dragões, que a principio nos parecem maus, mas aos poucos percebemos que não são, apenas não domesticados, e que na verdade existe um medo recíproco, sabe aquela velha história de quando invadimos o habitat natural de uma animal e ele nos "ataca" por estar invadindo seu espaço, é mais ou menos o que acontece.
Informações dão conta de que esta obra teve seu orçamento em US$ 165 milhões, e já arrecadou US$ 375 milhões (o longa já pode ter ultrapassado esta marca, está medição se deu no fim do mês de abril) no mundo todo, a DreamWorks por sua vez, já desenvolve a sequência do filme, que deve estar chegando por aqui em 2013. Posso errar, mas desde agora, minha indicação, aposta e torcida pra Oscar de Animação vai pra "Como treinar o seu dragão", além de sua ambientação ser visualmente perfeita, a história que emociona, diverte e entrete, além da química dos dragões com os personagens.

Fica já ae meu palpite e dica, corra aos cinemas que ainda dá tempo, ou aguarde, se você conseguir, até que chegue as locadoras.

Wagner Robert

20 de junho de 2010

The Runaways

A famosa diretora de clipes Floria Sigismondi, decide ir para as telonas e para começar resolve contar a história da bem-sucedida banda de rock dos anos 70 formada apenas por mulheres, "The Runaways". Já acostumada ao mundo musical, ela faz deste, um drama musical, abordando desde a formação da banda, drogas, bissexualidade, sexo, fama e no que elas se tornaram após o turbilhão de sucesso. Um filme musical, quente, interessante, mesmo para aqueles que não conheceram a Banda (como eu), e interessantíssimo para os apaixonados por Rock in Roll.

Ela cresceu e apareceu, estou falando de Dakota Fanning que está no filme "The Runaways" dividindo a cena com Kristen Stewart, a Bela da saga Eclipse, e o que esperar destas duas, de um lado temos a não mais menininha fofa Dakota interpretando a vocalista da banda Cherie Currie mostrando que não vai ficar lembrada apenas por sua atuação em "Grande menina, Pequena Mulher", aparece forte e marcante desde o visual acertado à interpretação correta, de fato é uma atriz de ofício, um polêmico papel no qual rola até cena de beijo entre ela e Kirsten, com essa atuação creio que acadêmia a credencie para a premiação. Quero falar também de Kirsten que se firma e mostra que tem muito mais a oferecer do que vem mostrando na Saga Crepúsculo, na dobradinha com Dakota ela faz uma coadjuvante com firmeza e coragem, sem qualquer assemelhação a sua Bela, de repente ela chegue aos tapetes vermelhos por esta atuação, durante a exibição do longa vendo estas duas em cena me lembrei de Angelina Jolie e Winona Rider em "Garota Interrompida".

Vamos aguardar, já que está obra só chega por aqui em agosto, a priore, e teve sua estreia em abril nos E.U.A., com boas críticas, principalmente a atuação das protagonistas.

Fica ae a dica, é só aguardar!!!

Wagner Robert

18 de junho de 2010

Estréias da Semana

Para aqueles que não estão nem aí pra Copa do Mundo, está ligeiramente entendiada com esta edição ou não gosta de futebol mesmo, não fiquem desanimados, temos uma solução para isso, temos 5 estéias nas telonas.

Iniciamos com a animação de aventura de grande sucesso de crítica e bilheteria, a chegada de "Toy Story 3", o longa de animação que marcou história em 1995 por sua produção inovadora, posteriormente em 1999 repete a dose e faz a continuação caprichando no roteiro, e agora em 2010, 15 anos após seu nascimento temos Woody, Buzz e toda a turma com fôlego renovado para mais uma divertida aventura. Desta vez Andy vai a faculdade e todo seu acervo de brinquedos vão para uma creche, vixe, senti o drama, rs...
Vale lembrar que que este é o 11º longa da Pixar, que vem de sucessos como "Up - Altas Aventuras", "Os Incríveis" e "Procurando Nemo".

Seguindo nas estréias chega as nossas telonas a comédia de aventura, "Kick Ass - Quebrando Tudo", filme que traz a benção de Nicolas Cage. Tudo começa quando um estudante nada atlético e muito atrapalhado decide ser um Super Herói, bom é apenas isso, o filme não traz nada de novidade a não ser uma menininha vestida de Super-Heroína com uma pistola na mão atirando como gente grande, na boa, achei o fim do mundo a grande utilização de armamento no filme, uma dica para aqueles que pretendem levar as crianças, é praticamente um treinamento militar, sairão do cinema craques no manejo a armas, e fica devendo na comédia...

Para não perdermos o costume um drama, "Em Busca de uma nova Chance" encabeçado por Carey Mulligan (Educação), Susan Sarandon (Razão e Sensibilidade), Pierce Brosnan (007), contando a história de uma família destroçada após a perda seu filho adoslecente Bennett em um acidente de carro, um filme bem paradinho, é quando aparece a namorada do falecido que aparece na trama pra bagunçar ainda mais as estruturas da família. Sinceramente o melhor deste filme é o elenco, tome cuidado para não dormir no cinema, aos mais sensíveis pode ser que algumas lágrimas rolem..

Para aqueles que se amarram em Romances Épicos contando as histórias de suscessão real, temos a "A Jovem Rainha Victoria", com Emily Blunt (O Diabo Veste Prada) no papel título da jovem raínha que na trama tem seus 17 anos ao ser coroada Rainha da Inglaterra, o filme tem um excelente roteiro e fotografia, boa atuação e direção. Parece um pouco equivocada a escolha de Emily pra representar uma personagem de 17 anos, não dá pra passar, destoou, diferente da acertada escolha de Kirsten Dunst para "Maria Antonieta", mesmo com esse deslize é uma opção de qualidade nas telonas.

Pra fechar temos um filme vindo do cinema francês de 2009, que participou da edição do Oscar do mesmo ano na categoria de melhor filme estrangeiro, ano esse em que o japonês "A Partida" (merecidamente) levou a melhor, com vocês "O Profeta".
Sinopse: Condenado por seis anos de prisão, Malik El Djebena (Tahar Rahim) é analfabeto. Ele tem apenas 19 anos e está completamente só. O descendente de árabe é pressionado pelo líder de uma gangue que comanda a prisão, recebe uma série de missões para cumprir. Com o passar do tempo fica mais forte e ganha a confiança do líder, mas Malik é corajoso e aprende rápido, secretamente bola seus próprios planos.

Fica ae as dicas, e até nosso próximo post!
Wagner Robert

17 de junho de 2010

The Last Station

Simplesmente um filme de arte, é o que propõe e é executado durante seus 112 minutos, que embarquemos em uma viagem à Russia de 1931, de forma póetica, repleto de singularidades, para nos contar a luta do escritor russo Leo Tolstoy para equilibrar a fama e a riqueza com seu compromisso de uma vida desprovida de bens materiais.

Há tempos não vejo um filme tão lindo, aqui temos um belo romance, com uma grande sacada, apresentando dois casais, um jovem e outro maduro, representado por James McAvoy (Valentin Bulgakov) e Kerry Condon (Masha) e Christopher Plummer (Leo Tolstoy) e Helen Mirren (Sofya Tolstoy).

Uma dobradinha fabulosa temos entre Sofya e Tolstoy, ela, materialista, e ele, desapegado, mas acima de tudo e/ou qualquer ideologia, está o amor que os une até seus instantes finais, James McAvoy dá vida a Valentim e surpreende com seu inocente personagem que vai crescendo a medida que a trama vai avançando e descobrindo o verdadeiro amor através de Masha, que até então se apresentava como um celibatário. É contratado pra ser secretário de Tolstoy, seu grande ídolo, com o qual cria uma relação de amizade e respeito, mais fortemente até com sua esposa, Condessa Sofya.

Helen Mirren está nada mais, nada menos do que espetacular, com uma atuação irretocável dando vida a esposa de Tolstoy, e estou até agora me perguntando como Sandra Bullock com sua interpretação boa, até mesmo mediana, conseguiu superar a excelente atuação de Helen, daqui a alguns anos vamos ficar nos perguntando como isso aconteceu, há tempos venho querendo falar isso, mas como não havia assistido, e não podia comentar, mas agora, chego a comparar ao ano em que Gwyneth Paltrow levou por "Shakespeare Apaixonado", superando Cate Blunchet por "Elizabeth", Meryl Streep por "Um amor verdaderio" e Fernanda Montenegro por "Central do Brasil", sabe aquelas coisas que você não consegue entender, tudo bem que ela recentemente foi agraciada por "A Rainha", interpretando uma Inglesa, e nesta obra uma Russa em um filme de época, mas em momento algum é possível associar as duas personagens, que nesta obra, age com mais leveza, exercendo seu ofício com plenitude, seria o Oscar uma premiação sem critério, aliás, qual o critério?Enfim, falei...

Quero aqui apresentar meu respeito ao veterano de 80 anos, Christopher Plummer por sua interpretação que lhe rendeu indicação ao Globo de Ouro, alcançando muito merecedidamente sua primeira e unica, até o momento, indicação ao Oscar em 52 anos de carreira.

Impossível não se emocionar durante esta obra, quando me vi, estava com os olhos marejados, e aflito acerca do que esperar no final, classifico "The Last Station" com 5 estrelas, habilitando-o para o Hall dos mais belos filmes épicos e de arte de minha vida, uma pena a não indicação deste a melhor filme e direção. Sem data ainda de estréia no Brasil, este filme de 2009, provavelmente quando chegar por aqui será de maneira discreta por ser um filme considerado "Cult", mas pode anotar ae, essa dica eu garanto.

Até nosso próximo post!


Wagner Robert