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9 de dezembro de 2010

Sherlock


Quando soube de uma minissérie que transportava para os dias de hoje o detetive mais famoso da literatura, Sherlock Holmes é claro, não me animei muito não. Mesmo porque curti bastante a nova adaptação cinematográfica de Guy Ritchie com o ótimo Robert Downey Jr. na pele de Holmes. Mas minha curiosidade falou mais alto e resolvi conferir essa produção inglesa, do canal BBC, chamada simplismente de Sherlock.

Dividida em três episódios ( A Study in Pink, The Blind Baker e The Great Game), para minha surpresa, Sherlock talvez seja o que foi de mais criativo e genial feito pela tv este ano. A minissérie é criativa, inteligente, dinâmica, com cenas de tirar o fôlego. Acerta em transpor os personagens para os dias atuais com uma genialidade incrível. Outro grande acerto de Sherlock consite principalmente na dupla central da trama: Sherlock Holmes (interpretado muito bem por Benedict Cumberbatch) é um jovem inteligente, arrogante, com uma habilidade única de dedução e que ajuda a polícia de londres quando esta não tem outra alternativa. Já John Watson, interpretado por Martin Freeman (outra ótima escolha) nos é apresentado como um um ex combatente da guerra do Afeganistão, que sem condições de manter um aluguel sozinho, é apresentado por um amigo a Holmes, com quem passa a dividir um quarto e várias aventuras.



Interessante notar como ficou perfeita a composição desses dois personagens. Watson, por exemplo, sofre de problemas psicológicos devido a um ocorrido na guerra. Já Holmes demonstra ter tido problemas com drogas e ainda parece sofrer para se recuperar. Sendo assim, a fácil aceitação dos personagens é imedianta, pois foram devidamente humanizados, sem excessos, com problemas comuns do nosso século.


De todas as dicas que já dei, esta deixo com maior satisfação ainda. Sherlock é entretenimento cabeça, pensante, um programão. Pena nenhum canal daqui do Brasil ter se prontificado a exibí-la ainda. Portanto, o único meio de ter acesso a ela é baixá-la, tendo disponíveis na net formatos de alta qualidade como o de HDTV.

Há boatos de que uma segunda temporada, também com três episódios, já esta sendo programada para o ano que vem. Torço para que seja verdade!

obs.: o trailer abaixo não tem legenda.


Marcus Lyra

3 de novembro de 2010

The Walking Dead

Surge uma nova série de tv chamada The Walking Dead (aqui no Brasil "Os Mortos-vivos"). Tendo aproveitado o halloween neste último domingo dia 31 para ser lançada nos EUA, a série alcançou recordes de audiência em sua estréia. Aqui no Brasil, a série estreiou nesta quarta feira, dia 2, onde pude conferir esta comentada produção e trazer como dica este projeto que tem tudo para dar certo.

The Walking Dead é uma adaptação da cultuada HQ Os mortos-vivos, de Robert Kirkman e Tony Moore, que narra a história de um grupo de pessoas que buscam a sobrevivência depois que a terra se torna vítima de um holocausto zumbi. Tendo como protagonista o policial Rick Grimes (Andrew Lincoln).


Confesso que desde que Lost partiu, nehuma outra série havia aguçado a minha atenção no que diz respeito ao gênero Ficção, no caso desta aqui ficção-horror, se posso assim classificá-la. Walking Dead me surpreendeu. Sua proposta é muito boa. Se tratando de televisão, falar de zumbis não é algo comum, ao contrário do cinema
(Resident Evil, Zumbilândia). E nesta nova empreitada os chamados "Mortos-vivos" se saem muito bem. Tendo um ponto de partida interessante, narrando um trágico ocorrido na vida do policial Rick Grimes, e seu despertar do coma em um mundo já enfestado por pessoas desfiguradas, sedentas por carne, a série tudo tem a seu favor para fincar seu espaço. O 1º episódio é tenso, apresenta os personagens com tranquilidade, tem um drama comovente, provando que a produção não quer ser apenas um show de sangue. Um dos fatores que mais me impressionou neste episódio piloto foi a maquiagem das criaturas, assustadoramente perfeita, não devendo nada do que o cinema já propôs.

Quem produz a série é o cineasta Frank Darabont, que já dirigiu obras marcantes como Um Sonho De Liberdade e À Espera De Um Milagre. Ele é quem conduz o episódio que da abertura a prdução, e segundo entrevistas o cineasta tem se mostrado muito empolgado com o projeto. Ele tem ressaltado a questão de como a tv tem sido espaço para ousadia e criatividade, ao contrário do cinema. Tomara que ele não desista da sétima arte!

Walking Dead acerta pela seriedade que, já em sua abertura, trata de um tema que antes era visto como "pipoca". Estou torcendo para que ela prossiga em sua ótima proposta, e emplaque assim como Lost e tantas outras emplacaram. Aqui ela está sendo exibida pelo canal Fox; sua primeira temporada terá 6 espisódios no total. Fica a minha dica!

Marcus Lyra

23 de outubro de 2010

Dexter

Dexter é uma premiada série televisiva americana do canal Showtime, exibida desde 2006 nos Estados Unidos, e desde 2007, no Brasil pelo canal FX Brasil. A série é baseada no livro Darkly Dreaming Dexter, de Jeff Lindsay, e conta a história de Dexter Morgan, um assassino em série que trabalha como analista forense especialista em padrões de dispersão de sangue, no departamento de polícia do Condado de Miami-Dade. Dexter é interpretado por Michael C. Hall.

Tudo começa aos 3 anos de idade quando Dexter assiste ao assassinato de sua mãe que foi esquartejada dentro de um conteinter, ele foi deixado vivo chorando no meio do rio de sangue deixado pela morte de sua mãe. A policia chega ao local do crime e o Tenente Harry Morgan socorre o bebê e adota o, mudando o seu nome para Dexter Morgan, dai em diante Dexter leva uma vida normal e esquece todo o passado traumático. Na adolescência, porém, após um acesso de ódio por um cão que não parava de latir atrapalhando o sono de sua mãe adotiva, Dexter sai a rua e faz justiça com as próprias mãos, silenciando pra sempre o latido do cão e daí começa uma série de assassinatos à animais que, antes, eram disfarçados como caça. Harry (o pai adotivo) descobre o instito assassino de Dexter e já sabe no que vai dar, então ele se junta ao filho e criam um código, o Código Harry. Nesse código Harry ensina a Dexter como extravasar seu instindo assassino sem fazer mal à sociedade, só matando o que for animal, porém, esses "animais" agora são aqueles criminosos que passam impunes pela justiça ou que cometem seus crimes sem que ninguém saiba, o código também serve pra que Dexter faça todo o trabalho sujo sem deixar rastros, (coisa que nem sempre o nosso assassino preferido consegue). Valendo-se do fato de ser um expert forense em análise sanguínea e de trabalhar no Departamento de Polícia de Miami, Dexter, de um modo bem meticuloso e sem pistas, mata criminosos que a polícia não consegue trazer à Justiça. A série narra a trajetória de sua vida dupla por meio de flashbacks e, paulatinamente, vai revelando diversos segredos dos personagens, criando um ambiente de constante suspense.

Eu sou suspeitíssimo pra falar de Dexter porque na minha opinião é a melhor série que já assistí (embora não seja um exímio espectador de séries), gosto dessa coisa de suspense constante, e de roteiros bem amarrados. Passo os 9 primeiros meses do ano esperando pela estréia da nova temporada desde 2007.

No Começo desse ano o ator Michael C. Hall, descobriu que estava com linfoma de Holdgkin, um tipo de câncer que ataca os nódulos linfáticos, aos 38 anos o nosso Serial Killer teve que lutar pela vida e foi com muita alegria que em agosto recebemos duas ótimas notícias: Michael C. Hall ganhou o prêmio Globo de Ouro como melhor ator de série pelo seu trabalho em Dexter e se recuperou totalmente do câncer.

Dexter estreou em 1 de setembro de 2010 sua quinta temporada que já é recorde de audiência nos Estados Unidos e com certeza será aqui também.
Então é isso, a dica de hoje é assistam as temporadas anteriores e se apaixonem por esse serial killer que é nosso justiceiro preferido. Dexter Morgan!

Até nossa próxima postagem!

Willy Barcellos.

20 de outubro de 2010

You Don`t Know Jack


Nessa semana pude conferir mais um filme produzido para TV, no canal HBO, a produção You Don`t Know Jack (Você não conhece Jack), que se baseia na história real de Jack Kevorkian, um médico americano que gerou grande polêmica por defender o direito do ser humano de optar pela morte quando este se encontra em estado de saúde precário, em fase terminal. Para isso, o Dr. Kevorkian passa a utilizar um método em seus pacientes denominado como "suicídio assistido", onde Jack não efetiva o homicídio, porém dar assistência aqueles que cometem indolosamente o suicídio utilizando-se de uma máquina caseira criada pelo próprio médico.

Al Pacino é o responsável por dar vida ao controverso "Dr. Morte", e o faz brilhantemente. A tempos não via Pacino numa atuação tão marcante como o vi neste filme. Ele compõe sem exagero algum um personegem que te leva a refletir sobre um tema tão delicado. Com seu olhar instigante e pensativo, o ator de 70 anos te conduz para dentro da situação vivida pelo doutor, nos confrontando com o que compreendemos sobre a vida e o direito de escolha de cada um. Se este filme tivesse sido produzido para o cinema, sem dúvida alguma Pacino estaria como sério candidato à estatueta dourada. Sua atuação foi reconhecida com o Emmy deste ano, merecidamente. A obra também recebeu outras importantes indicações como melhor filme, diretor (o respeitado Barry Levinson) e roteiro; no total foram 14 indicações.


You Don`t Know Jack tem seu grande mérito, além da escolha de Al Pacino, em ser um filme que, como já disse antes aqui, te leva a reflexão (raridade em produções norte-americanas). É relevante diante da temática tão atual e discutida como a eutanasia, que, vale ressaltar, difere desta apresentada no filme, que não é eutanásia, mas sim um suicídio assistido por um médico, já a outra o médico tem participação direta na morte do paciente. Pode-se dizer que este filme seria muito bem sucedido nas telonas. Sendo um trabalho muito bem realizado e dirigido, You Don`t Know Jack vale a conferida.

Completam o elenco também a maravilhosa Susan Sarandon, Danny Huston, Geoffrey Fieger e John Goodman. Todos ótimos.

Fica a minha dica!

Marcus Lyra

23 de setembro de 2010

Temple Grandin


Produzido pelo canal HBO, Temple Grandin trata-se de um filme feito para a TV fechada, onde começou a ser exibido pala mesma HBO no início deste ano. O que me chamou a atenção para esta obra foi o fato de ter arrebatado todos os principais prêmios (filme, diretor, atriz, roteiro) no Emmy 2010 nas cotegorias que premeiam filmes produzidos para a tv. Ao coferir a obra, pude constatar o merecimento de todos os prêmios e elogios que esta produção têm conquistado. Temple Grandin é, em todos os sentidos, maravilhoso, ou melhor, maravilhosa, já que seu título é o nome da protagonista interpretada por uma Claire Danes fenomenal.

O filme narra a verídica história de Temple Grandin, que fora diagnosticada aos quatro anos de idade com o autismo. A obra mostra as partes importantes da vida de Grandin, que tinha tudo para ter uma vida limitada, mas através das pessoas ao seu redor (sua mãe, tia, professor) e de seu determinismo pôde superar os seu maiores obstáculos e se destacar no colégio, na faculdade e profissionalmente.

De tantos adjetivos que posso atribuir a esta obra-pima, uma concerteza merece
destaque: Claire Danes. Ela compõe sua personagem de uma forma tão genial que logo em suas primeiras falas somos capturados pela sua brilhante atuação. Digna de oscar (pena que não existe categoria no oscar para filmes de tv), Danes evita caricaturas e excessos dramáticos para interpretar de forma mais simples e natural possível. Não consigo ver outra atriz em seu lugar, neste que deverá ser um de seus maiores e mais importantes papéis. A direção de Mick Jackson é digna de nota também, já que conseguiu fazer com que Temple Grandin não caísse em um dramalhão piega e cheio de clichês como geralmete acontece nesse tipo de gênero. Muito pelo contrário, Grandin tem um tom descontraído, que ora comove ora faz rir, tudo em perfeita harmonia.

Em um ano fraco cinematograficamente falando, Temple Grandin aponta para o que muitos vêm comentando, a TV como alternativa para projetos mais pessoas, já que muitos destes vêm recebendo não de produtores que temem investir dinheiro em trabalhos que podem não dar o retorno esperado. Será a tv um novo lar para produções com conteúdo, densas e mais artísticas? Seja como for, Temple Grandin prova o respeito que a TV fechada vem conquistando com filmes que chegam a superar e muitos que vêm sido lançado nos cinemas ultimamente. Hollywood fique de olho!


Sensível, encantador e rico, Temple Grandin é a minha dica. Como não é possível encontrá-lo em DVD ainda, a produção continua sendo exibida pelos canais HBO e já se encontra disponível para baixa-la com ótima qualidade.


Pela experiência maravilhosa que esta obra me proporcionou, qualifico-a com 5 estrelas. Fica a minha dica!


Marcus Lyra

2 de agosto de 2010

Glee


Quero confessar que sou fã de carteirinha de musicais. Adoro os eternos clássicos como Cantando Na Chuva, A Noviça Rebelde e suas maravilhosas canções interpretadas pela doce e inigualável voz da Julie Andrews, e por aí vai. Ressalto também os musicais modernos que trouxeram uma nova harmonia para o gênero tal como Moulin Rouge que provara uma Nicole Kidman saltando a voz e bonito, o divertido humor negro de Chicago que conquistou a crítica e o oscar de Melhor Filme em 2002, confirmando que "os filme cujos diálogos do nada se transformam em canções" reencontraram seu lugar no cinema com louvor. Seguiram-se produções criativas com sucesso não só de crítica como de público como no caso de Hairspray e Dreamgirls, confirmando ainda mais que o gênero voltou, e para ficar.

A novidade em se tratando de musicais agora é na TV. Não falo de High School Music não (sem comentários rs), estou falando de Glee. Uma série que tem virado febre no mundo inteiro, conquistado prêmios e mais prêmios, batendo records de downloads tanto de episódios quanto das canções interpretadas na trama.

Tendo como cenário principal um colégio, Glee tem como enredo o coral Novas Direções
(antes chamado Glee Club), formado por estudantes cuja maioria são nerds, garotos e garotas nada populares, deficientes, os quais buscam a fama e aceitação por parte dos "normais". Dirigido pelo professor de espanhol Will Schuester (Matthew Morrison), o grupo de musica parte em busca de campeonatos para alcançar estatus, tudo em meio a conflitos, dramas familiares e muito romance. O mais interessante é que Glee aborda temas como gravidez na adolescência, homossexualismo e entre outros com muito bom humor, dexando o clima da série agradável, longe de ser sufocante ou clichê demais.


Glee está terminando sua 1ª temporada agora, tendo uma 2ª já confirmada. O sucesso é tanto que cantores de nome (Jenifer Lopes, Beyoncé) e até o ator Javier Bardem estão sendo cotados para participarem de futuros episódios. Outro fator que esta sendo determinante para o sucesso do programa é o fato de suas canções não serem própias (como nos musicais tradicionais), mas sim singles já bem conhecidos. É comum ouvir de Barbra Streisand a Lady Gaga em seus episódios, tendo uma grande variedade de estilos e gostos em seu repertório, fazendo até com que aqueles que não curtam o gênero passem a curtir.


Esta é minha dica se você deseja acompanhar algo novo e divertido na TV. Sendo transmitida aqui no Brasil pelo canal da Fox, tendo transmissão online pelo site do Terra. Em breve deverá ser exibida em canal aberto também (acho que pela Globo). Para você, amante da música, Glee é um programão!

Marcus Lyra