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15 de agosto de 2010

Sheryl Crow

Sheryl Suzanne Crow nasceu em Kennett em 11 de fevereiro de '62 é a nossa maravilhosa Sehryl Crow, que começou sua carreira já nos anos '80, embora sem visibilidade, depois de passar anos como backing vocal de artistas como Don Henley, Rod Stewart, Eric Clapton e Michael Jackson, e de dar aulas de música para crianças deficientes, Sheryl Crow gravou seu primeiro disco em 1993, no qual estourou com a música "All I Wanna Do".

Alternando seu estilo entre o Folk, Pop e Rock, Sheryl desde sua estréia, teve vários hits nas rádios de todo o mundo e ganhou diversos prêmios Grammys e vendeu mais de 40 milhões de discos em todo mundo.


Já fez duetos com diversos artistas, teve canções em várias trilhas sonoras de filmes; cantou com Luciano Pavarotti, Elton John, Rolling Stones, Johnny Cash, U2, The Corrs, Miley Cyrus, Sting (video acima) e vários outros grandes artistas.

Já namorou o cantor e guitarrista Eric Clapton, o ator Owen Wilson e o famoso ciclista norte-americano Lance Armstrong, de quem se separou em Fevereiro de 2006

Sheryl Crow já se apresentou por duas vezes no Brasil. A primeira visita ocorreu em Novembro de 1995, como atração de abertura de Elton John. A segunda foi em Janeiro de 2001, na terceira edição do festival Rock in Rio.

Recentemente chegará em nossas lojas seu novo cd chamado "100 miles from Memphys", meus ouvidos não perceberam nada demais nesse cd, meio que simpatizou com a balada "Stop" embora não seja a música de trabalho, essa se chama "Summer Days" e confesso que não vi nada demais. Lembro me que ao ouvir os dois últimos álbuns "Detours" e "Wildflower" eu de cara me encantei com algumas canções e nesse álbum o mesmo não aconteceu, mas vamos esperar, quem sabe eu esteja enganado e ela chegue arrebentando com algum outro hit desse álbum?

Pra quem não conhece muita coisa de Sheryl e está afim de se aprofundar eu coloquei abaixo a relação dos álbuns e as melhores canções deles, assim vc pode baixar, conhecer, com certeza vai se apaixonar e depois comprar os álbuns, até porque a obra dela completa é muito boa e vale a pena ter em casa!

(1993) Tuesday Night Music Club
Esse álbum é maravilhoso, álbum de estréia e trouxe vários hits, são eles: "Run, Baby, Run", "Strong Enough", "All I Wanna Do" e a balada "I Shal Believe"

(1996) Sheryl Crow
Nesse álbum temos três grandes canções: "Everyday is a Winding Road" (Trilha do filme "Erin Broackovich" que deu o Oscar tão esperado a Julia Roberts), temos "Hard To Make a Stand" e "Home" que é uma das minhas favoritas e tem um video lindo, vale a pena dar uma espiada no Youtube.

(1998) The Globe Sessions
Nesse temos "My Favorite Mistake", "Crash And Burn" (essa foi trilha de "Cálculo Mortal" com Sandra Bullock e também tocou num dos episódios de Friends, que não me lembro qual foi) e ainda trouxe a regravação de "Sweet Child O'Mine" que deve ter feito o pessoal do Guns querer morrer porque é muuuuito melhor na voz da loura!

(1999) Sheryl Crow and Friends : Live
Esse álbum é uma coletânea dos anteriores ao vivo

(2002) C´mon, C´mon
Esse é muito bom, daqueles que você põe pra tocar e não se preocupa porque tudo que toca é de primeira: "Steve McQueen", "Soak Up The Sun", "Safe and Sound", "C'mon C'mon", "It's So Easy", "Over You" e "Weather Channel"... Caramba, acabo de me dar conta de que o álbum é todo bom, hehhe!

(2003) The Very Best of Sheryl Crow
Coletânea em studio

(2005) Wildflower
Nesse vale a pena conhecer: "Perfect Lie", "Good is Good", "I Don't Wanna Know", "Always On Your Side" e a mais deliciosa do álbum que é a faixa título "Wildflower" é um grande cd, está entre meus favoritos!

(2008) Detours
Gosto desse álbum, mas como a intensão aqui é indicar as cansões que podem fazer o leitor se apaixonar por Sheryl, não tem muito o que indicar mas sugiro que conheçam "Peace Be Upon Us" e a linda e minha música preferida dela "Lullaby For Wyatt" uma cansão de ninar feita pro filho de Sheryl, é simplesmente lindo! comfira o video abaixo!


(2010) 100 Miles From Memphys
como disse no texte, eu só indico a baladona "Stop" que acho que pode alegrar nossos corações, fora isso, o álbum não me emocionou!
vale a pena indicar que o pessoal ouça trilha 007 cantada por Sheryl Crow "Tomorrow Never Dies", "Mother Nature Son" do filme Uma lição de amor e a elétrizante "Real Gone" trilha do desenho animado "carros"!


Então essa é minha dica, Sheryl Crow, se você conhece, tire seus cds do armário e faça uma sessão Sheryl, se você ainda não conhece muita coisa, corra agora e ouça as dicas, compre os cds e apaixone-se!

Até o nosso próximo post.

Willy Barcellos!

17 de julho de 2010

Sheryl Crow

Sheryl Suzanne Crow nasceu em Kennett em 11 de fevereiro de '62 é a nossa maravilhosa Sehryl Crow, que começou sua carreira já nos anos '80, embora sem visibilidade, depois de passar anos como backing vocal de artistas como Don Henley, Rod Stewart, Eric Clapton e Michael Jackson, e de dar aulas de música para crianças deficientes, Sheryl Crow gravou seu primeiro disco em 1993, no qual estourou com a música "All I Wanna Do".

Alternando seu estilo entre o Folk, Pop e Rock, Sheryl desde sua estréia, teve vários hits nas rádios de todo o mundo e ganhou diversos prêmios Grammys e vendeu mais de 40 milhões de discos em todo mundo.


Já fez duetos com diversos artistas, teve canções em várias trilhas sonoras de filmes; cantou com Luciano Pavarotti, Elton John, Rolling Stones, Johnny Cash, U2, The Corrs, Miley Cyrus, Sting (video acima) e vários outros grandes artistas.

Já namorou o cantor e guitarrista Eric Clapton, o ator Owen Wilson e o famoso ciclista norte-americano Lance Armstrong, de quem se separou em Fevereiro de 2006

Sheryl Crow já se apresentou por duas vezes no Brasil. A primeira visita ocorreu em Novembro de 1995, como atração de abertura de Elton John. A segunda foi em Janeiro de 2001, na terceira edição do festival Rock in Rio.

Recentemente chegará em nossas lojas seu novo cd chamado "100 miles from Memphys", meus ouvidos não perceberam nada demais nesse cd, meio que simpatizou com a balada "Stop" embora não seja a música de trabalho, essa se chama "Summer Days" e confesso que não vi nada demais. Lembro me que ao ouvir os dois últimos álbuns "Detours" e "Wildflower" eu de cara me encantei com algumas canções e nesse álbum o mesmo não aconteceu, mas vamos esperar, quem sabe eu esteja enganado e ela chegue arrebentando com algum outro hit desse álbum?

Pra quem não conhece muita coisa de Sheryl e está afim de se aprofundar eu coloquei abaixo a relação dos álbuns e as melhores canções deles, assim vc pode baixar, conhecer, com certeza vai se apaixonar e depois comprar os álbuns, até porque a obra dela completa é muito boa e vale a pena ter em casa!

(1993) Tuesday Night Music Club
Esse álbum é maravilhoso, álbum de estréia e trouxe vários hits, são eles: "Run, Baby, Run", "Strong Enough", "All I Wanna Do" e a balada "I Shal Believe"

(1996) Sheryl Crow
Nesse álbum temos três grandes canções: "Everyday is a Winding Road" (Trilha do filme "Erin Broackovich" que deu o Oscar tão esperado a Julia Roberts), temos "Hard To Make a Stand" e "Home" que é uma das minhas favoritas e tem um video lindo, vale a pena dar uma espiada no Youtube.

(1998) The Globe Sessions
Nesse temos "My Favorite Mistake", "Crash And Burn" (essa foi trilha de "Cálculo Mortal" com Sandra Bullock e também tocou num dos episódios de Friends, que não me lembro qual foi) e ainda trouxe a regravação de "Sweet Child O'Mine" que deve ter feito o pessoal do Guns querer morrer porque é muuuuito melhor na voz da loura!

(1999) Sheryl Crow and Friends : Live
Esse álbum é uma coletânea dos anteriores ao vivo

(2002) C´mon, C´mon
Esse é muito bom, daqueles que você põe pra tocar e não se preocupa porque tudo que toca é de primeira: "Steve McQueen", "Soak Up The Sun", "Safe and Sound", "C'mon C'mon", "It's So Easy", "Over You" e "Weather Channel"... Caramba, acabo de me dar conta de que o álbum é todo bom, hehhe!

(2003) The Very Best of Sheryl Crow
Coletânea em studio

(2005) Wildflower
Nesse vale a pena conhecer: "Perfect Lie", "Good is Good", "I Don't Wanna Know", "Always On Your Side" e a mais deliciosa do álbum que é a faixa título "Wildflower" é um grande cd, está entre meus favoritos!

(2008) Detours
Gosto desse álbum, mas como a intensão aqui é indicar as cansões que podem fazer o leitor se apaixonar por Sheryl, não tem muito o que indicar mas sugiro que conheçam "Peace Be Upon Us" e a linda e minha música preferida dela "Lullaby For Wyatt" uma cansão de ninar feita pro filho de Sheryl, é simplesmente lindo! comfira o video abaixo!


(2010) 100 Miles From Memphys
como disse no texte, eu só indico a baladona "Stop" que acho que pode alegrar nossos corações, fora isso, o álbum não me emocionou!
vale a pena indicar que o pessoal ouça trilha 007 cantada por Sheryl Crow "Tomorrow Never Dies", "Mother Nature Son" do filme Uma lição de amor e a elétrizante "Real Gone" trilha do desenho animado "carros"!


Então essa é minha dica, Sheryl Crow, se você conhece, tire seus cds do armário e faça uma sessão Sheryl, se você ainda não conhece muita coisa, corra agora e ouça as dicas, compre os cds e apaixone-se!

Até o nosso próximo post.

Willy Barcellos!

14 de julho de 2010

Vander Lee


No meu último post eu havia falado da nossa atual carência de bons cantores "homens" na nossa mpb, estamos com uma fonte inesgotável de cantoras que continuam a aparecer no mundo da mpb e raramente surge um cantor cantando algo de bom, já faz algum tempo que não surge um rapaz trazendo coisas novas pra nossa música, daí decidi falar de alguns cantores que merecem destaque e o primeiro que escolhi é um mineiro mega simpático, divertidíssimo (quem já foi no seu show sabe disso) além de ser um dos melhores compositores da nossa mpb, com vocês, Vander Lee!

Vanderly Catarina é um mineiro arretado de bom, você pode até pensar que não conhece nada dele, mas eu vou te provar o contrário. Esse moço que nasceu em Belo Horizonte - Minas Gerais no dia 03 março de '66 é um dos compositores mais requisitados da nossa mpb. Vanderly que hoje usa o nome de Vander Lee, iniciou sua carreira cantando em barzinhos mineiros nos meados da década de '80. Em '86 gravou sua primeira fita demo com apenas 4 canções e em '87 já fazia shows com seu repertório próprio. Suas músicas variam desde baladas românticas, samba e rock mineiro, em suas composições Vander Lee fala de acontecimentos do passado, da vida cotidiana e nas mais românticas, sempre fala dos caminhos, e descaminhos de amor. Em suas letras ele consegue entregar pro ouvinte todo o sentimento e a doçura que uma música pode transmitir através das letras ricas em rima, melodia e poesia que só ele sabe como fazer.

Se você é um dos que pensa não conhecê-lo, assista os videos espalhados pela postagem, garanto que já ouviu todas as canções, só não sabia quem cantava!




Em 1996 Vander Lee ganhou o segundo lugar do festival ‘Canta Minas’ realizado pela Globo Minas com a música Gente não é cor. Esse foi o impulso necessário para o artista produzir seu primeiro cd independente, assinando ainda como Vanderly no ano de 1997. O cd não obteve uma venda significativa, mas conquistou os primeiros fãs do cantor. Em novembro de 1998 Elza Soares conheceu o trabalho do artista e incluiu a música Subindo a Ladeira em seu repertório de show. Vander Lee a convidou para assistir um show seu em BH e ela além de vir, dividiu o palco com ele. A partir daí, ele realizou várias participações nos shows de Elza em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

Seu segundo cd, ‘No Balanço do Balaio’ foi lançado em 1999 pelo selo da Kuarup, com participações de Mauricio Tizumba, Tambolelê, Raquel Coutinho e o pai do cantor, José Delfino. O disco rendeu boas críticas e circulou timidamente por Minas, Rio e São Paulo. Vander sentiu uma movimentada em sua careira após várias cantoras gravarem suas músicas, como Rita Ribeiro, Eliana Printes, Gal Costa, Emilinha Borba, Alcione, Leila Pinheiro, Paula Santoro, Margareth Menezes, Luiza Possi, Selmma Carvalho. Até hoje um grande número de mulheres gravam suas canções.



Em 2003, o terceiro cd nasceu de uma temporada de shows feita por Vander Lee em Belo Horizonte, no teatro Chico Nunes. O cd se chama ‘Ao Vivo’ e contou com a participação de Elza Soares e Rogério Delayon. A Indie Records vendo o potencial do disco resolveu distribuí-lo. O trabalho foi um sucesso e rendeu ao artista muitos shows pelo Brasil, além da possibilidade de lançar em 2005 o cd ‘Naquele verbo agora’, mais romântico e levemente pop. Com esse disco, Vander Lee arrebatou o público com as canções maravilhosas, principalmente Esperando Aviões que fez muito sucesso nas rádios, além disso foi finalista do “Prêmio Tim de Música”, nas categorias Melhor Disco e Melhor Cantor da Canção Popular.




Em 2006, Vander Lee gravou o cd e DVD ‘Pensei que fosse o céu’ no Grande Teatro do Palácio das Artes, em um show emocionante, com uma banda de peso e a participação de Zeca Baleiro. Além disso, gravou também seu segundo DVD, o ‘Entre’, um acústico com convidados (Renato Motha, Regina Souza, Maurício Tizumba) que será lançado em breve.

O ano de 2009 começou com boas surpresas. Em dezembro lançou seu mais novo cd, intitulado ‘Faro’. Com produção de Marcelo Sussekind, o cd tem uma levada mais pop e possui 12 faixas, sendo 10 inéditas. As outras duas músicas do cd são bem especiais: um poema musicado de Cartola, chamado Obscuridade e uma versão de Ninguém vai tirar você de mim, sucesso na voz de Roberto Carlos. O cd conta com as participações do africano Lokua Kanza, Regina Souza, Renegado.

Hoje Vander Lee segue com a turnê do cd Faro pelo Brasil prometendo ao público shows emocionantes e cheios de poesia.




Viu como você conhece ele?

Minha dica de hoje, ta querendo ouvir música boa e composição de qualidade? Busque os trabalhos do Vander Lee, sugiro todas as músicas que ele canta, não tem nada de ruim em seus álbuns e nas composições sugiro em especial: Quem Vai Dizer Tchau na voz de Nando Reis, Aquela Estrela na voz de Eliana Printes, Contra o Tempo com Rita Ribeiro e Onde Deus Possa Me Ouvir cantada maravilhosamente bem por Gal Costa. Prepare o coração!
Até nosso próximo post!

Willy Barcellos

11 de julho de 2010

Marisa Monte

A Maior Cantora do Brasil, assim a revista Rolling Stones classificou nossa maravilhosa Marisa de Azevedo Monte. Esse posto fora antes ocupado apenas por uma cantora, Elis Regina. Eu tenho muito medo desses rótulos extremos mas estava aqui pensando com meus botões e acho que EU "talvez" concorde com a revista, não porque eu ache que ela seja absoluta, mas porque, pensando nos grandes nomes da nossa música (que eu decididamente não considero tão grandes assim), acaba sobrando o primeiro lugar pra ela mesmo, estou até meio perpléxo e assustado por não haver percebido isso antes, mas às Bethania's e Gal's e os que as consideram as melhores, peço perdão, caso discordem de mim! Claro que sei que Marisa Monte não fez nada por nossa política nem teve nenhuma influência nos ritmos de nossa mpb, mas falando se de música, o histórico dela é impecável, mas, esqueçamos essas comparações, elas não são importantes, vamos fazer o que já devíamos ter feito, falar de Marisa Monte.






Nascida no Rio de Janeiro no dia 01 de Julho de '67 Marisa é Cantora, Compositora, Instrumentista e Produtora musical, já ganhou 3 grammy's latinos além de vários outros prêmios como: Video Music Brasil, Prêmio Multishow de Música Brasileira, Prêmio Tim de Música, etc, poderia ficar aqui 15 minutos citando as premiações dela! A linda e afinada cantora já vendeu mais de 10 milhões de CD's e DVD's no mundo todo, no brasil em 2009 ela teve o auge desses números vendendo 5.850 milhões de CD's e DVD's. É um número considerável, certo?







Marisa é considerada a cantora que mais influenciou outras cantoras que foram lançadas a partir da década de 90 em diante. Se a gente avaliar friamente, Marisa surgiu numa época onde não era comum uma cantora surgir do nada como é hoje, em '87 o país estava vivendo um período de baixa na mpb e o que estava no auge no cenário musical era o funk melody (um ritmo popular, rico nas rimas e pobre na poesia, que nos fez aturar várias bandinhas e duplinhas que hoje a maioria nem existe mais, graças a deus!) e do sertanejo com dezenas de duplas sertanejas surgindo a cada dia com suas cansões melosas e interpretações chorosas de seus intérpretes, e nessa época era um festival de Claudinho e Bochecha, Latino, Sampa Crew, Pepê e Neném, Leandro & Leonardo, João Paulo & Daniel, Zezé Di Camargo & Luciano e mais um milhão de duplas, mas a MPB de raiz estava parada, nada de bom acontecia e ai Marisa apareceu e me lembro que foi um Bum! Marisa Monte era a grande novidade da época porque simplesmente não haviam outras iguais, as cantoras que faziam sucesso na MPB dessa época era as que já faziam a muitos anos e outras que sobreviviam muito mal porque não apareciam na midia, Zizi, Leila Pinheiro e Jane Duboc davam os últimos suspiros (aliás quero deixar aqui minha reverência a Zizi e Gal que sempre foram as mais afinadas), com uma canção aqui e outra ali, Gal, Bethania, Elba, estavam onde sempre estiveram e estarão, no lugar delas, com os fãs delas e tal, mas a intensão ao dizer isso não é denegrir a imagem dessas cantoras, afinal esse é o caminho normal pra todas, até a própria Marisa já chegou no seu "lugar comum".
Eis que surge uma magrela-branquela com uma vóz clássicamente interessante mandando um "Bem Que Se Quiz" e arrancando arrepios do mundo, foi arrebatador, foi novo, foi único! Depois disso ela continuou a surpreender com "Só Quero Chocolate", "Beija eu" e simplesmente não parou mais.

Hoje quando surge uma "Maria Gadú" ou uma "Mariana Aydar" da vida, a gente se entrega, compra o cd, posta no orkut os videos, mas no fundo fica uma voz bem lá no fundo da nossa cabeça perguntando repetidamente: "será que ela é boa mesmo ou será apenas mais uma "Maria Rita" que surgiu, arrancou suspiros, veio cheia de promessas e hoje é apenas mais uma? Depois de Marisa uma enchurrada de Zélias, Anas, Luizas surgem a todo canto e a cada dia, mas não podemos esquecer que ela fez a diferença, ela desbravou esse caminho da MPB feminina que andava meio largado, assim como anda nos dias de hoje a MPB masculina, não se tem nada de novo surgindo, mas vamos esperar no Mariso Monte!

Por isso Marisa tem tantos adjetivos, e pode sim carregá-los porque quando ela surgiu, só tinha sua vóz, a mídia não era o que é hoje que qualquer um (como eu) pode fazer um blog e falar bem de qualquer coisa e influenciar outras pessoas, naquela época ela só tinha o jabázinho da rádio e se não fosse boa, nem chegava no segundo cd, mas ela chegou, aliás chegou em muitos outros, inclusive seus álbuns MM e Verde, Anil, Amarelo, Cor de Rosa e Carvão estão na lista dos 100 melhores discos da história da música popular brasileira.

Enfim uma postagem que deveria falar de Marisa Monte acabou com cara de crítica musical dos anos 90, mas isso só aconteceu por um motivo: Marisa não precisa de definições, classificações etc, ela com seu jeito calmo de movimentos leves consegue nos levar as alturas cantando, seja canções mais lentas, seja seus sambinhas de raíz ou mesmo seus ritmos mais enlouquentes, ela é perfeita, ela é Marisa Monte.

Dispensa qualquer dica!

Até o próximo post.

Willy Barcellos.

India Arie


India Arie Simpson, mais conhecida com India Arie nasceu em Denver no dia 3 de Outubro de '75 e desde pequena recebeu influência de seus pais para desenvolver suas habilidades musicais, a mãe cantava profissionalmente e o pai era jogador profissional de basquetbol mas amava a música, e assim ela cresceu, recebendo toda essa influência dos dois lados, só podia resultar em coisa boa.

Ela cresceu e se tornou uma das melhores cantoras de R&B e Soul do mundo, quem pensa que não a conhece pode ter certeza que está enganado pois India já tem 4 álbuns e 14 singles desde 2001 quando iniciou a sua carreira, teve vários hits tocando nas rádios como "Video", "Little Things", "Purify me"(que é minha preferida) e "I Am Not My Hair", também teve algumas de suas músicas em trilhas sonoras de grandes sucessos do cinema, é o caso de "Get it Together do filme O Espanta Tubarões", "The Heart Of The Matter de Sex & The City - The Movie" e a mais recente "Beautiful Day do filme Plano B", por aqui ela emplacou Video e Ready For Love que foi trilha de novela, além disso a exuberante negra de voz aveludada e forte já recebeu 18 indicações ao Grammy e dessas indicações ela emplacou três Grammy's, ou seja, se você realmente não a conhece quem está perdendo é você porque ela está aí brilhando discretamente com suas canções e composições e ritmos maravilhosos.









Quer conhecê-la melhor e conferir minha dica? baixe agora as canções citadas acima porque são imperdíveis e pra completar baixe também: "Words", "Good Man", "Pearls" e "The Truth".

Minha dica de sempre é: Diga não aos produtos enlatados que as gravadoras tentam enfiar nos seus ouvidos, procure, pesquise e conheça as coisas boas que não estão bombando nas rádios, India Arie é uma dessas.

Forte abraço e até nosso próximo post!

Willy Barcellos

15 de junho de 2010

A Força da letra Jota

Parece que a letra "J" exerce alguma influência positiva sobre os homens da música, grandes nomes da música internacional tem nomes começados com essa letra. John Lennon, Jim Morrison, Jimmy Hendrix entre outros que fizeram parte da saga desta letra, que nos trouxe tantos rapazes talentosos. Estava mechendo no ipod e verificando as listas de cantores e, como ele organiza por ordem alfabética, percebi que havia uma concentração de grandes nomes nessa letra, porém não quero falar dor grandes, quero falar dos promissores e novos talentos, alguns ja estão há alguns anos no nosso dial, outros nem tanto, mas todos tem duas coisas em comum: são muito bons e seus nomes começão com "J", rsrsrs!

John Mayer: Ele merecia um post só pra ele de tão maravilhoso que é seu trabalho, infelizmente pouco conhecido aqui no Brasil, mas preferi colocar ele aqui no topo da lista como o primeiro, tanto em tempo de carreira, já que ele está na midia desde '99 quanto pela grandiosidade de seu trabalho, ele é muito bom, influenciado por Jimmi Hendrix, Stieve Ray Vaughan e Eric Clapton, Mayer tem em sua coletânea, sucessos que vão do pop ao blues sempre muito bem desenvolvido através de sua bela voz e sua cordas implacáveis. Em seus nove cds lançados desde sua estréia ele já nos trouxe vários hits inesquecíveis como: Free Fallin', Your Body is a Wonderland, Daughters e a recente e maravilhosa Heartbreak Warfarer.


James Morrison: Já falamos desse rapaz aqui no blog anteriormente mas ele não poderia ficar de fora, seu rosto angelical e seus olhos azuis de "bom moço" parecem esconder a energia e a vitalidade expressas em suas canções, talento pra dar e vender, composições simplesmente inigualáveis fazem dele um dos mais promissores cantores dessa lista. Tem base no jazz o que lhe rende uma versatilidade absurda nos seus dois únicos cds e o que lançou direto pro topo entre os grandes artistas da atualidade. Pra quem quer dar uma pesquisada nas músicas do rapaz os grandes hits são: You Give Me Something, Undiscover, Broken Strings e Better Man entre outros.




Jammie Cullum: Talvez seja o mais supreendente dos seis artistas aqui relacionados, ele é de uma musicalidade inusitada, quase elouquente e tudo o que ele toca se torna ainda melhor, eu já havia até comentado isso no post que fizemos sobre Cullum, ele consegue recriar canções clássicas de Jazz de nomes como, Sinatra e Nina Simone entre outros não tão clássicos como Rihanna e deixá las com um tom de jovialidade e energia totalmente novos e apaixonantes. Jammie é com certeza um nome que veio pra ficar, confira os hits Don´t Stop the Music, Mind Trick, What a Difference a Day Made entre outros.



James Blunt: Esse é com certeza o mais apaixonante de todos, acho que terei de pegar esse post e refazê lo, me sinto injusto por não fazer um post pra cada um deles, James Blunt também merecia um post só pra ele porque é um artista ímpar e que consegue transmitir em suas canções exatamente o que ele é, um cara doce, sentimental e apaixonante, suas canções já ritmaram muitos encontros amoroso e muita dor de cotovelo com certeza. Blunt com sua carinha de "Cachorro Abandonado" dá o toque final com sua imagem que é exatamente disso, um último romântico. Não tem a energia nem a versatilidade dos demais acima, porém tem identidade própria e voz inconfundível, é um dos meus ídolos da atualidade e com certeza veio pra ficar. Mesmo com apenas dois albuns conseguiu implacar vários hits desde seu primeiro e maior sucesso, Your Beautifull. Com suas letras românticas e extremamente tristes ele consegue derreter o coração do público e se firmar como cantor romântico mais badalado da atualidade. Pra conhecer um pouco melhor o nosso "Gatinho do Shrek" pesquise os hits: Same Mistake, Your Beautifull, High, Goodbye My Lover, 1973 entre outros.

Jason Mraz ainda é promessa, acabou de chegar e ainda esta meio desconhecido entre os grandes nomes que estão aqui porém eu costumo não errar e acho que tem tudo pra ficar, suas músicas são versáteis e ele tem um estilo muito próprio, ás vezes parece se um pouco com Jack Johnson devido ao estilo das músicas, um folk praiano, que nos remete ao mundo dos cantores que fazem sucesso entre surfistas e o pessoal mais zen, desde que foi lançado seu primeiro sucesso mundial I'm Yours o cantor já esteve no topo das músicas mais executadas com mais dois sucessos, um dele em parceria com Colby Caillat que embora seja uma mulher, tem o mesmo estilo de música, uma ótima dupla que fez o sucesso Lucky estourar logo nos primeiros dias de execução, em seu primeiro álbum de sucesso mundial (já que o rapaz está na música desde 2002) tem tambem uma parceria com o cantor James Morisson na canção Details in a Fabric. Pra conhecer melhor o rapaz, ouça: Beautifull Mess, I'm Yours, Lucky e Bella Luna

Jack Johnson é o único da lista que não ganharia um post meu, embora ele mereça respeito pela carreira estável e pelos sucessos que já emplacou, eu não me identifico muito com seu trabalho então esse post seria totalmente profissional, aqui não, aqui ele se encaixa como uma luva, não só pela letra do nome mas pelo merecimento de estar entre as grandes novas coisas da música masculina no mundo. A música de Jhonson também é algo de praiano, (não podia ser diferente já que nasceu e vive ate hoje no hawaii) é bem leve, suas cordas são muito bem distribuidas nas canções mas ás vezes elas parecem meio iguais, por isso e pelo tom de voz que é sempre o mesmo, sempre tenho a impressão de que ele canta de maneira informal em casa e alguem esconde um gravador e coloca tudo no cd, depois hehe. Isso pode ser muito bom porque aumenta a sensação de relaxamento das suas canções, mas sinto falta de algo diferente feito por ele, acho que seria legal ele nos surpreender com uma regravação ou mesmo uma mudança de ritmo em uma das cansões. Enfim, vale a pena pesquisar: Better Together, Good People, Sitting Waiting Wishing, Breakdown, You and Your Heart entre outras.

Bom, se vc estava meio carente de boa música interpretada por bons cantores, tem dica de sobra hoje, detalhe, todos com letra J, rsrsr!

Até nosso próximo post.

Willy Barcellos

11 de junho de 2010

Alanis Morissette


Alanis Nadine Morissete é sem dúvida uma das cantoras de maior talento no mundo da música atual, a pequena canadense vem nos trazendo belíssimos trabalho no decorrer de sua carrera que já dura 10 anos, parece que foi ontem que ela era apenas mais uma novidade musical embaladinha pra presente no mundo da mídia, mas a menina nos tem provado ano após ano que veio pra ficar, dona de uma voz, que vai do estridente ao mais relaxante timbre já ouvido antes por nossos gratos ouvidos e isso numa época em que a música andava carente de algo novo e verdadeiramente bom, que nos fizesse esquecer aquele pop ridiculo e deslavado de spice girls e de bandinhas tipo Backstreet Boys, NSYNK, e outras que só subestimavam a capacidade dos jovens de curtirem algo realmente bom, eis que papai do céu nos enviou, Alanis!
Vencedora de 7 Grammys ela está aí desde '90 e já vendeu 74 milhões de cópias em todo o mundo.

Ela começou sua carrera com dois álbums meio inexpressivos que foram o primeiro com o título Alanis e o segundo que se chamava Now Is The Time pela MCA Records. Seu primeiro álbum com repercursão internacional foi Jagged Little Pill, que chegou ás lojas em '95 e até hoje conserva o título de álbum de estréa mais vendido por uma cantora, rendeu mais de 33 milhões de cópias mundialmente. Além desses títulos a gata é considerada a cantora de rock que mais vendeu discos na história da música e foi chamada de Uma das mulheres mais talentosas que conheço! por ninguém menos do que a patroa, dona de parte da gravadora Maverick Records: Madonna. (Imagina receber um elogio desses da Blondie Mother!) Nesse primeiro álbum, praticamente todas as canções viraram hit, era ela chegando forte em nossos ouvidos!

Seu álbum seguinte foi Supposed Former Inlatuation Junkie foi lançado em '98 e fez quase o mesmo sucesso do primeiro, ganhou vários premios e atrelou se rápidamente a um projeto da MTV pra fazer um Unplugged que aconteceu logo no ano seguinte, '99 o album é perfeito, descobrimos uma alanis muito mais melódica e leve em canções inesquecíveis como "No Pressure Over Capuccino" e "King of Pain" do The Police, nesse disco surge uma música que se tornaria um hino dos jovens dessa época "Uninvited" que após consagrada nesse álbum fez muitos românticos chorarem com uma versão que fez parte da trilha do filme "Cidade dos Anjos" além de outras versões de sucessos da cantora.

"Under Rug Swept" veio em '02 era o primeiro album do novo milênio da cantora, foi totalmente produzido por ela, esse que tem na minha opinião a mais bela capa entre os discos da Alanis lançou hits como "Hands Clean" e "Precious Illusions", e ainda a música "Utopia", lançada de graça pela Internet em homenagem aos ataques de 11 de Setembro de 2001. Nesse ano Alanis ameaçou romper com a Maverck por se sentir abafada artisticamente pelos empresários, Madonna se encontrou pessoalmente com Alanis pedindo-a para permanecer. Alanis permaneceu com a Maverick Records. Ironicamente, ou não, a ameaça de romper o contrato com a gravadora rendeu dois álbuns de estúdio no mesmo ano: "Under Rug Swept" e "Feast On Scraps" que seria uma espécie de B-side do primeiro.

2004 é o ano de So-Called Chaos produzido pela própria, juntamente com Tim Thorney e John Shanks. Ela se afirma, num álbum autoral e confessional, compondo músicas que sintetizam seus esforços passados e sua maturidade.

Depois de algumas coletâneas e releituras é chegada a vez de Flavors of Entanglement último álbum de alanis até os dias atuais, foi lançado no dia 30 de Maio de 2008. O disco tem 11 faixas e foi produzido juntamente com Guy Sigsworth, conhecido por suas composições e produções eletrônicas. Optando por arranjos largamente diferentes de seu estilo musical, Alanis experimenta mixagens eletrônicas na maior parte das músicas deste disco. Flavors of Entanglement ganhou Juno de Melhor Álbum Pop do Ano de 2009 no Canadá. Em Junho de 2009 Alanis confirmou o fim do contrato com a gravadora Maverick Records, com a qual vinha lançando seus CD's desde 1995. Depois de lançado Flavors of Entanglement, acreditava-se que Alanis renovaria seu sucesso se as músicas certas tivessem sido lançadas como singles pela gravadora. O single 'Underneath' fez sucesso moderado; depois foi lançado 'Not As We' como single, mas sem o sucesso esperado. O rompimento do contrato teve como motivos principais exigências contratuais que Alanis e sua banda não poderiam atender e aos problemas de marketing com seus álbuns. Não há previsão de qual gravadora fará seus próximos álbuns. No video abaixo podemos conferir "Not As We", a grande balada deste álbum.


No dia 28 de Fevereiro de 2010 Alanis se apresentou na cerimônia oficial de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 em Vancouver, no Canadá, cantando a música Wunderkind, composta originalmente para a trilha sonora do filme As Crônicas de Narnia.

Em abril de 2010, Alanis Morissette lança a música "I Remain" como parte da trilha sonora do filme Principe da Persia.

Tá aí mais uma dica de música boa... Alanis Morissette!
Até nosso próximo post!
Willy Barcellos

8 de maio de 2010

Jamie Cullum


Já faz um bom tempo que eu quero falar desse rapaz aqui no blog, mas a falta de tempo não permitiu. Aqui estou eu, atrasado mas a tempo.

Injustamente pouco conhecido por aqui, Jamie Cullum é um cantor de Jazz contemporêneo inglês que está sendo considerado uma referência na recriação desse gênero musical. Embora seja um músico principalmente baseado no Jazz, ele é considerado um crossover de estilos, ou seja, é como uma mistura de estilos baseado num só. Por exemplo, o seu primeiro álbum é bastante Jazz enquanto que o segundo já contém um pouco da cultura Pop. Já lançou três álbuns, Pointless Nostalgic, Twentysomething e Catching Tales, este último sendo o mais 'Pop' de todos, e por isso ficou mais conhecido no mundo inteiro. Ele começou a ser reconhecido no Brasil devido às faixas What a Difference a Day Made e Mind Trick, música que estava presente na trilha da novela Belíssima, posteriormente, sua música Our Day Will Come foi selecionada para a trilha de Páginas da Vida.

"Deixo-vos agora uma boa demonstração da capacidade dele, acho que esse video é o que menos expressa seu estilo porém o que mais expressa sua versatilidade e capacidade de transformar músicas antes insignificantes em uma obra de arte.

Com vocês Jammie Cullum.


Quem tiver tempo sobrando vale a pena comferir o video da música que é maravilhoso mas não pode ser postado aqui no blog.

http://www.youtube.com/watch?v=S0z1Mo7O6dE

Fica minha dica de boa música: Jamie Cullum!

Willy Barcellos.

20 de abril de 2010

Eva Cassidy


Algumas histórias precisam ser contadas e passadas adiante pra que não caiam no esquecimento, minha intensão ao escrever essa postagem é simplesmente essa, falar dessa grande cantora que infelizmente não teve tempo de receber o seu verdadeiro valor, mas, como Deus sabe o que faz hoje temos um grande material dela disponivel e pronto pra valorizar mos.

Não deixem de pesquisar e conhecer essa maravilhosa cantora: Eva Cassidy!

Eva Marie Cassidy nasceu em 2 de fevereiro de 1963. Embora fosse muito tímida, conquistou reputação local como intérprete de vários estilos musicais: jazz, blues, folk, gospel e pop music. Dona de uma voz de grande expressão e controle, interpretava cada canção de maneira única. Em 1996, ao morrer vítima de câncer, Eva Cassidy ainda era praticamente desconhecida fora de Washington, e Maryland onde vivia, Mas a morte não encerrou sua trajetória musical. Em Entrevista sobre o lançamento de seu álbum American Tune, de 2003, o jornal inglês Daily Telegraph[1] se referiu a ela como protagonista da "mais memorável carreira póstuma da história da música pop".

Eva cresceu na pequena cidade de Bowie - Washington DC, Com um dom nato para harmonia, Eva aprendeu a tocar violão com seu pai e, juntamente com seus irmãos, integrou uma banda que se apresentava em reuniões familiares e festas escolares. Deixou de se apresentar com o grupo em razão de sua timidez.

Ao cursar o Ensino Secundário, se interessou por atividades artísticas e pela defesa dos direitos das minorias raciais. Nunca teve grande interesse em praticar ou acompanhar esportes e pouco namorava. Demonstrava também pouca ambição profissional. Nessa época, ela se integrou como cantora a uma banda local chamada Stonehenge. Aos 18 anos, Cassidy iniciou sua carreira profissional, cantando e tocando violão na banda Easy Street, que se apresentava em casamentos, festas corporativas, bares com música ao vivo, executando vários estilos musicais.

Durante os anos 80, Eva Cassidy se apresentou com várias bandas.

Em 1990, Biondo e Cassidy criaram a Eva Cassidy Band, que se apresentava regularmente na região. Seu talento foi reconhecido localmente e, em 1993, Cassidy recebeu dois prêmios Wammie da comunidade musical de Washington, nas categorias Female Vocalist Roots/Traditional R&B e Vocalist Jazz/Traditional.

Finalmente, em janeiro de 1996, Cassidy gravou seu primeiro álbum solo - Live at Blues Alley. Em julho do mesmo ano, Eva foi diagnosticada com melanoma, já com metástases. Sua saúde piorou rapidamente e ela morreu em 2 de novembro com apenas 33 anos de idade.

Apesar de exibir tantas qualidades, Eva nunca conseguiu um contrato com gravadoras. O principal obstáculo foi sempre sua recusa a ser enquadrada em um gênero musical específico.

Mas a morte não encerrou sua trajetória musical. No começo de 2001, após um trabalho de divulgação da rádio BBC, o álbum Songbird alcançou o 1º lugar em vendagem na Grã-Bretanha. Os álbuns lançados postumamente já venderam mais de 4 milhões de cópias.

Em entrevista à uma apresentadora de rádio, após ouvir a versão de Eva Cassidy para sua música Fields of Gold, Sting se comoveu ao ouvir uma voz tão pura e expressiva, e ficou feliz ao ver o talento da cantora ser reconhecido internacionalmente.








O álbum Songbird também conquistou uma legião de novos fãs para Eva em outros países da Europa e nos Estados Unidos e parte da América do Sul.

Desde então várias músicas gravadas por Eva têm sido utilizadas em trilhas sonoras de filmes como (Simplesmente Amor, Encontro de Amor, entre outros) e séries de televisão (Dawson's Creek, Smallville, etc).








Minha dica de hoje é essa, relembrar Eva Cassidy e mostrar seu trabalho a quem não conhece.

Até nosso próximo post.

Willy Barcellos.

17 de abril de 2010

Lady Gaga











Será Lady Gaga é a substituta de Madonna no mundo da música? Muitos afirmam que sim, eu tento ser ponderado e esperar um pouco mais pra obter essa resposta, mas o que sei é que Gaga é uma artista muito jovem e com um conteúdo artístico que Madonna nem sonhava ter aos 22 anos, posso falar também que Gaga tem voz, não como Beyonce nem Christina Aguillera, mas, tem mais que Madonna. Dona de uma inteligencia assustadora a artista consegue ser um objeto de multimidia completo, uni arte, moda e música em seu estilo.

Acho que ela tambem tem algo que as pessoas ainda não se deram conta, Lady Gaga é FEIA, muito feia, dona de uma aparência de criança assustada, corpo esmilinguido e cabelo ralo. Saber aproveitar isso sem se tornar uma caricatura viva é uma de suas grandes sacadas, cara pintada, perucas e roupas pra lá de psicodélicas, La Gaga está ai, com seus dois cds lançados no mesmo ano, e dando a luz á um álbum remixe que ja já chega as lojas.

Eu defino da seguinte forma: não temos mais espaço pra "divas" pós madonna, tipo ritney, Ashanti, Anahi, Kelly Clarkson, etc. Eu poderia colocar o alfabeto inteiro aqui com nomes de "Almost Divas", mas não temos tempo pra isso e nem elas merecem ser citadas nesse blog, mas temos espaço (no blog e na mídia) pra tudo o que é bom, o que é novo e o que tem conteúdo, portanto Lady Gaga chega trazendo isso, uma cantora de música Pop/eletrônica boa, com conteúdo músical, com conteúdo artístico e com cara de coisa nova. Chega de Divas dando seus agudos e batendo os dedos no microfone, Mariah já provou que isso não funciona! É hora de experimentar o NOVO e o novo chama se LADY GAGA.

Willy Barcellos


Abaixo coloquei trechos da biografia da cantora que estam disponíveis no site da MTV!


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Stefani Joanne Angelina Germanotta nasceu em 28 de março de 1986, na cidade de Nova Iorque, mais precisamente na ilha de Manhattan, filha mais velha de um casal ítalo-americano. Com 11 anos de idade, Gaga deveria ser mandada para a Juilliard School em Manhattan, como planejaram seus pais, mas ao invés disto foi para o Convent of the Sacred Heart, uma escola católica privada. Aprendeu a tocar piano aos 4 anos de idade, compôs sua primeira balada aos 13 e mais tarde já fazia apresentações. Aos 17 anos de idade ganhou admissão na escola de artes da Universidade de Nova Iorque Tisch. Lá, ela estudou música e aperfeiçoou sua habilidades de compor ao escrever dissertações e artigos analíticos focando em assuntos como arte, religião, e organização sócio-política. Gaga se retirou da escola depois para focar-se em sua carreira musical.

Quando era mais nova, LADY GAGA cantava, acompanhada por seu pequeno gravador, os sucessos de Michael Jackson e Cyndi Lauper e delirava nos braços do pai ao som dos Rolling Stones e dos Beatles. A mesma criança precoce que dançava em torno das mesas em chiques restaurantes do Upper West Side, usando pães palito como batom, e receberia inocentemente a nova babá que vestida com nada menos que a roupa de sua festa de aniversário.

Não é de se estranhar que a menina vinda de uma típica família italiana tenha-se tornado na exibicionista e talentosa cantora/compositora que é atualmente: LADY GAGA.

“Sempre gostei de pop, rock e teatro. Quando descobri Queen e David Bowie foi quando tudo fez sentido para mim e percebi que podia reunir as três coisas”, comentou GAGA, que se inspirou em uma das canções do Queen – ‘Radio GAGA’ – para se batizar e que tem nas estrelas rock Peggy Bundy e Donatella Versace os seus ícones de moda. “Olho para estes artistas como ícones de arte. Não se trata só da música. Tem a ver com a interpretação, a atitude, o visual. É tudo E é aí que eu vivo como artista, é isso que quero alcançar.”

“O meu objetivo enquanto artista é trazer ao mundo discos pop de uma forma interessante”, confessou LADY GAGA que compôs todas as suas músicas, melodias e realizou grande parte do trabalho com sintetizadores em seu disco: THE FAME. Nele é como se GAGA dividisse o álbum em duas partes dance-pop – uma eletro-pop e outra rock, burlesca, com uma pitada de Disco – e enchesse generosamente as taças de Martini do mundo para embebedar a todos com sua Fama. “THE FAME é sobre como qualquer um poderia se sentir famoso”, explica. “A cultura Pop é arte. Odiar o pop não faz as pessoas parecerem cool, então eu abracei isso e você pode ouvi-lo em todo meu disco. Eu quero convidar a todos para a festa. Eu quero que as pessoas se sintam parte desse estilo de vida.

A primeira faixa do CD é também o primeiro single, ‘Just Dance’, que toma conta da pista de dança com sua vibração animada. Assim como para a igualmente grudenta ‘Boys Boys Boys’, GAGA não se importa de usar suas influências na manga. "Eu queria escrever a versão feminina de ‘Girls Girls Girls’ do Motley Crue, mas sob a minha ótica. Eu queria escrever uma canção pop que roqueiros gostassem!"

‘Beautiful Dirty Rich’ resume sua época de auto conhecimento, vivendo no Lower East Side experimentando drogas e a vida noturna. "Aquela época e aquela música eram só eu tentando entender as coisas", explica GAGA. "Uma vez que eu peguei as rédeas da minha vida artística, eu me apaixonei por isso muito mais do que a vida de festas." Numa primeira audição, ‘Paparazzi’ pode parecer uma canção de amor às cameras, e de uma maneira geral honestamente, LADY GAGA brinca "de um lado É sobre adorar os paparazzi e desejar a fama. Mas não é pra ser levado totalmente a sério. A canção é sobre a obcessão que as pessoas têm por essa idéia, mas também é sobre querer um cara que te ame e o sofrimento de poder ter sucesso, ou amor, ou os dois.".

GAGA mostra sua paixão por músicas de amor em faixas mais leves como a influenciada pelo Queen ‘Brown Eyes’ e a canção doce de fim de relacionamento ‘Nothing I can Say (eh eh)’. “Brown Eyes é a faixa mais vulnerável do álbum", ela explica. "'Eh Eh' é a minha música pop simplesmente sobre encontrar alguém novo e terminar com o namorado antigo".

Em sua nova turnê desse album, os fãs podem esperar um tratamento ainda melhor do que de suas aclamadas apresentações no Lollapalooza e Winter Music Conference: "Esse novo show é uma versão de alta costura da minha performance “feita à mão” dos anos passados. É mais afiada, mas alguns dos meus elementos favoritos dos meus antigos shows – os globo de espelhos, as calças apertadas, lantejoulas e salto alto – estarão lá. Apenas mais agressivos e mais conceitual, com uma visão de uma performance de pop art".

Já faz algum tempo que um novo artista pop entrou pro show business da forma antiga, conquistando seu lugar com apresentações em boates e auto-promoção. Essa é uma estrela ascendente do pop que não foi escolhida num casting de modelos, não nasceu numa família famosa, ganhou um reality show ou surgiu de algum seriado de TV. "Eu fiz da forma que deve ser. Eu toquei em cada boate de NY, e eu bombei em cada uma, e detonei em cada uma e me encontrei como artista. Eu aprendi como sobreviver como artista, ser verdadeira, como falhar e como descobrir quem eu era como cantora e performer. E eu trabalhei muito."

GAGA ainda completa com uma piscadinha, "E agora, eu só estou tentando mudar o mundo um pouquinho de cada vez."

Essa é Lady Gaga!

Até o nosso próximo post.

Willy Barcellos.

10 de abril de 2010

Renato Russo


Que ele está entre os grandes pensadores, poetas e compositores da nossa geração não se tem dúvida, que le foi polêmico, intenso e ousado em sua obra também não é novidade pra ninguém, mas nesses dias em que ele completaria 50 anos se estivesse vivo me peguei pensando o seguinte, o que teria acontecido se renato russo não tivésse morrido?

Bom, Legião urbana teria lançados mais uns 3 discos e teria se desfeito, coisa que já vinha acontecendo na época em que ele morreu;

nós teriamos hoje, pelo menos uns 4 cds de Renato em carreira solo, esses cds estariam recheados de letras poéticas como sempre, porém com um toque de maturidade, com mais amor à vida, já que ele estaria feliz ao lado de sua familia, vendo seu filho adulto e colhendo ainda até hoje os frutos da sua obra dentro e fora do Legião Urbana.

Renato nunca foi de valorizar qualquer coisa, então tenho certeza que ele não lançaria nenhuma música em parceria com Ana Carolina ou Jorge Vercíllo (nada contra esses dois grandes artistas, mas não são o tipo de cantores que ele valorizava quando era vivo e não seria diferente se ele estivesse aqui), talvez houvesse algo dele com, com Marisa Monte (com quem ele compôs a música "Soul Parsifal" pro álbum A Tempestade), com certeza existiria alguma canção composta em parceria com Marcelo Camêlo, alguma canção bem sentimental em parceria com Zélia Duncan e algum rock bem áspero com Pitty (que diga se de passagem é a única cantora que faz Rock de qualidade nos dias de hoje aqui). Pelo respeito adquirido nesses anos ele também ia acabar fazendo algo com Chico Buarque, que é outro grande poeta da nossa música. O Fato é que pensar nas possibilidades que a nossa música perdeu quando Renato se foi nos causa uma tristeza absurda, como ele mesmo disse, "É tão estranho, os bons morrem antes!", as mortes precoces de Renato e Cássia Eller causaram um desvio ingrime na cultura do Rock nacional, talvez se eles estivessem vivos nossa música estivesse mais ácida e verdadeira e menos fútil com suas bandas de médio talento.

Foi um percurso muito curto percorrido por ele em carreira solo, mas o peso desses trabalhos é absurdo, só quem conhece sabe do que estou falando!

Equilibrio distante é sem sombra de dúvida o melhor cd que tenho na minha coleção (que passa de 3.000 cds), é aquele filho preferido, que nossos olhos marejam de lágrimas ao ouvir sua voz, que nossos pêlos se levantam da pele diante da beleza, que fechamos os olhos e nos deixamos levar por sua energia. É uma obra de arte visual e auditiva!
O CD é lindo, a capa já emociona com desenhos do filho de Renato, Giuliano, o encarte por si só já seria um livro de luxo, com as obras de Michelangelo decorando as páginas, a imagem de Nossa Senhora na página com a letra de "Dolcissima Maria" é a imagem mais linda dela que já vi (e olha que conheço algumas), No Final a foto de renato em pé de perna cruzada fazendo cabo de guerra com 5 marmanjos sem camisa puxando do outro lado é no mínimo uma sátira à tanta porcaria que as pessoas fazem tanta força pra construir enquanto alguns poucos talentosos fazem sem se esforçar. O cérebro vencendo os músculos.
As canções... nossa que cd, dificil falar dessas canções tão ímpares! Renato já vinha com esse projeto de lançar um cd em italiano e levou à sua gravadora da época EMI, foi enviado por ela pra itália onde se aprofundou na música Italiana, ao chegar de viagem, se reuniu com alguns músicos que ja conhecia de antigos trabalhos da Legião Urbana e convidou Carlos Trilha pra ser seu produtor, tecladista, arranjador e pianista, foi a junção perfeita. As canções tem arranjos maravilhosos com cordas docemente bem conduzidas! É com certeza o melhor trabalho de Renato e é uma lástima que o destino nos tenha privado de ter novos trabalhos com o mesmo brilho e conteúdo de Equilíbrio Distante.

O trabalho solo do artista anterior a esse foi "The Stonewall Celebration Concert" onde o cantor, interpretava grandes clássicos da música americana, alguns nem tão clássicos assim como é o caso de "Miss Cellie's Blues" (trilha do filme "A Cor Púrpura) e Cherish (de Madonna). Na verdade esse álbum serve mais pra mostrar o gosto raro que Renato tinha por canções de qualidade, é um álbum eclético porém totalmente aproveitável porque todas as canções são muito bem desenvolvidas com ótimos arranjos e a voz do cantor está ainda melhor nessas canções.

Então, já que não vivemos de sonho, temos que acordar e ver que nosso ídolo não está mais aqui e ao invés de ficar viajando imanginando as parcerias e as canções que ele teria feito se não tivésse morrido, o melhor a fazer é pegar o nosso "The Stonewall Celebration Concert" e nosso "Equilíbrio Distante", fechar os olhos e simplesmente sentir sua presença!

Pra quem não conhece o álbum Equilíbrio Distante, por favor, ñ faça isso, busque agora e ouça é imperdivel, uma experiência simplesmente extraordinária.

Viva Renato Russo!

Willy Duarte.

Renato Russo e Legião Urbana












Lider da banda de Pop/Rock mais influente do nosso país, a Legião Urbana, ele foi o compositor e músico mais adorado pelos jovens e adultos dos anos 80 e 90 e estaria completando 50 anos de idade se ainda estivesse entre nós. Se tem um artista que nos faz falta, esse é Renato Russo.

Iniciou sua carreira na banda Aborto Elétrico em 1978, essa banda durou apenas 4 anos mas foi o suficiente pra que Renato extraísse o que ela tinha de melhor, (seu conteúdo punk urbano) e moldasse esse conteúdo com um tóque politico, psicológico e sentimental nas canções da Legião Urbana. Felizes aqueles que, como eu estão com seus trinta e poucos anos, isso significa que passaram a adolescência ritmados pelas canções radicais e poéticas desse Ícone do cenário Pop/Rock brasileiro.

Foram oito álbuns de estudio e cinco com gravações ao vivo, o primeiro album da banda chamava se apenas Legião Urbana e foi lançado em janeiro de 1985, trouxe grandes sucessos que até hoje são lembrados pelos fãs, o álbum entrou na lista da revista Rolling Stones como um dos 100 maiores discos da música brasileira, ficando em #40 lugar. Nesse álbum canções marcantes como "Será", "Ainda é Cedo" e "Por Enquanto", receberam futuramente várias vozes de grandes artistas interpretando-as, essa última também levou o título de melhor música de encerramento de um álbum, confesso que partilho da mesma opinião, pois "Por Enquanto" é m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a!

É um álbum realmente expressivo, nele ainda se destacam outros clássicos da Legião, como "Soldados", "Teorema" e "Baader-Meinhof Blues".

O Segundo álbum chamado 'Dois' veio em 1986 pra firmar ainda mais a Legião Urbana como uma banda de sucesso, teve sua venda alavancada à 1,2 milhão de cópias com a estréia de uma música na época classificada como estranha por não ter refrão "Eduardo e Mônica", o álbum ainda estourou nas rádios com mais 4 canções além dessa: "Quase Sem Querer", "Tempo Perdido", "Fábrica" e "Índios", mais uma vez finalizando com uma bela canção, essa última foi com certeza um dos marcos na história da banda assim como esse cd!

O terceiro álbum da banda "Que país é este" vem com o peso de canções antigas de Renato Russo, isso aconteceu porque o sucesso do álbum Dois foi tão grande que a gravadora pressionou a banda à lançar outro álbum e como não tinham repertório pronto foram forçados a rever antigas composições como é o caso de "Faroeste Caboclo" uma canção gigante (mas não a maior da banda) que fora composta por Renato em 79. No Brasil foram vendidos mais de 1 milhão de cópias. Apenas duas canções foram compostas pro novo álbum, "Angra dos Reis" e "Mais do Mesmo" as outras foram todas da época do Aborto Elértrico e foram compostas de 78 a 80.

As Quatro Estações veio em 1989 pra sacramentar a formação da banda que agora sem Renato Rocha (baixista) ficaria com apenas três dos quatro membros, essa formação durou até o fim da banda. Nessa fase a Legião tornou se uma banda mais introspectiva e o disco vem tratando de assuntos como religião "Monte Castelo", tortura e ditadura militar "Duas Tribos" e sexualidade "Maurício e Meninos e Meninas". O álbum é considerado o mais inspirado da banda, segundo o próprio Renato (concordo), nele canções como: "Há Tempos", "Pais e Filhos", "Quando o Sol Bater na Janela do Seu Quarto" e "Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar" também estouraram nas rádios, tornando o um dos álbuns com mais hits da banda.

O quinto álbum chamava se simplesmente V, foi lançado em 1991 e nele reflete-se uma crise econômica que assolava o país na época do plano Collor e a crise de dependência quimica de Renato Russo, nesse mesmo ano o cantor descobre se portador do vírus da AIDS assim como Cazuza que fora homenageado por ele no disco anterior com a canção "Feedback Song For a Dying Friend", porém ao contrário de Cazuza, Renato não assumia a doença e mergulhou num mundo de clausura, drogas e depressão. Resultado dessas crises é um álbum soturno e sombrio, as canções lindamente pesadas fazem dele um álbum ímpar na discografia da banda. "Metal Contra as Nuvens" embora não tenha estourado nas rádios é a menina dos olhos do álbum e a música de maior duração da banda, são 11 minutos e 29 segundos, e é dividida em 4 partes com ritmos diferentes. Destacam se também neste álbum "A Montanha Mágica", "O Teatro dos Vampiros" e a belíssima "Vento no Litoral".

O sexto álbum O Descobrimento do Brasil, veio junto com o tratamento de Renato pra se desintoxicar, talvez por isso o album seja bem mais solto e menos sombrio, ele próprio Renato assumiu que algumas canções desse álbum eram as que ele mais se sentia orgulhoso por ter composto. É o caso de "Vinte e Nove" que se baseia no ciclo de Saturno que leva 29 anos pra executar sua órbita completa e por isso quando um indivíduo faz 29 anos o planeta volta ao ponto em que estava no dia de seu nascimento e a canção "Giz" que ele dizia ser sua obra prima, aquela que ele mais gostava. O álbum tem um tom bem mais leve do que anterior, os ritmos e instrumentos estão bem menos pesados mesmo nas músicas com letrar densas como é o caso de "Love in Afternoon" que foi composta pra um amigo que morreu subitamente num acidente ao sair de uma boate (Pai do filho de Cássia Eller) e "Só Por Hoje" que traz o lema dos Alcoólicos Anônimos.

A Tempestade ou O Livro dos Dias é o Sétimo álbum da banda e o último com Renato em vida. O disco totalmente fúnebre e melancólico traz nas suas letras um anúnico, a morte do líder, foi escrito como uma despedida, como um lamento, vem trazendo dor e nostalgia em todas as faixas. Podemos perceber isso principalmente na música de trabalho do album "A Via Láctea" que mesmo com um refrão otimista acaba sendo uma música introspectiva. É o único album da Legião Urbana que não traz agradecimentos em seu encarte e os fãs sentiram a falta também da tradicional frase "Urbana Legio Omnia Vincit" (Legião Urbana Vence a Tudo). Pra bom entendedor, fica fácil saber porque o Líder da banda não as quis no cd!

Em 11 de outubro de 1996 as vendas do álbum ainda estavam bombando quando Renato nos deixou, uma morte que comoveu todo o país, Renato morreu pesando apenas 45 kilos devido a complicações causadas pelo virus da Aids, quando morreu deixou um filho de apenas 7 anos de idade. O corpo de Renato foi cremado e suas cinzas lançadas sobre o jardim de um sítio de Burle Marx.

Após dez dias de sua morte os amigos Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá ao lado do empresário da banda anunciaram o fim das atividades do grupo. Estima se que a banda tenha vendido cerca de 20 milhões de discos no país durante a vida de Renato Russo.

Em Julho de 1997 chega nas lojas Uma Outra Estação, álbum em homenagem ao líder então morto. Nele encontramos canções que deveriam ter entrado no álbum anterior mas foram vetadas e ao contrário dele as letras são bem menos depressivas, em Uma Outra Estação a participação do ex baixista Renato Rocha foi uma surpresa pros fãs. O álbum tem composições de Renato Russo em sua fase Trovador Solitário que não foram lançadas anteriormente pra evitar confusões: é o caso de "Dado Viciado", cujo personagem era um primo de Renato e pra evitar confusões com o Guitarrista de mesmo nome, foi vetada no passado e "Marcianos Invadem a Terra" que fora composta pra o álbum Dois e também fora vetada na época. É um bom álbum, mas tem uma cara meio bagunçada, tipico num álbum feito com várias canções de épocas diferentes.

Mais de uma década após sua morte, a banda ainda apresenta vendagens expressivas de seus discos. É impossível encontrar uma pessoa que tenha vivido nessa época e não tenha se impressionado com as canções maravilhosas dessa banda que até hoje é a melhor banda nacional que ja existiu no cenário do Rock brasileiro.

Viva Renato Russo!

Willy Duarte