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20 de março de 2010

Beatriz Milhazes











Beatriz Milhazes é hoje a artista plástica brasileira de maior expressão no mundo, não poderia deixar de citá la nessa sessão, afinal pretendo aqui não deixar nada que tenha valor e que seja do nosso país de fora, mesmo que seja mais valorizado lá fora do que aqui dentro e ela é um desses casos.

Beatriz Ferreira Milhazes (Rio de Janeiro RJ 1960). Pintora, gravadora, ilustradora, professora. Formada em comunicação social pela Faculdade Hélio Alonso, no Rio de Janeiro em 1981, inicia-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage em 1980, onde mais tarde leciona e coordena atividades culturais. Além da pintura dedica-se também a gravura, e a ilustração. De 1995 à 1996 cursa gravura em metal e linóleo no Atelier 78 e em 1997 ilustra o livro As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes, de Katia Canton. Beatriz Milhazes faz parte das exposições que caracterizam a Geração 80, grupo de artistas que buscam retomar a pintura em contraposição à vertente conceitual dos anos 1970, e tem por característica a pesquisa de novas técnicas e materiais. Sua obra faz referências ao barroco, à obra de Tarsila do Amaral (1886-1973) e Burle Marx (1909-1994), à padrões ornamentais e à art deco, entre outras. Entre 1997 e 1998, é artista visitante em várias universidades dos Estados Unidos. A partir dos anos 1990, destaca-se em mostras internacionais nos Estados Unidos e Europa e integra acervos de museus como o MoMa, Guggenheim e Metropolitan em Nova York.
Hoje ela leva sua obra a vários países do mundo e seu reconhecimento é total em todos os países que se apresenta.

Fonte: Itaú Cultural




Até nosso próximo
post.

Willy Barcellos

Camille Claudel


Tem histórias que precisam ser contadas!

Se você percebe alguma semelhança entres essas obras de Camille Claudel e as obras do mestre Rodin, você não está enganado, Camille Claudel, foi discipula e amante Rodin. Gira no mundo da arte uma lenda muito forte que diz que ela seria responsável por grande parte das obras que ele assinava, que forte né? Mas a historia de Camille Claudel é muito triste... Nascida em 8 de dezembro de 1864 filha caçula de uma familia de 3 irmãos, Camille Claudel teve uma vida de realizações e de muito sofrimento. Passou a infância em Villeneuve-sur-Fère na França e em 1881, sua familia tinha muitas posses e podia dar tudo o que ela precisasse mas ela partiu para Paris e ingressou na Academia Colarossi, tendo como mestre primeiramente Alfred Boucher e depois Auguste Rodin. É desta época que datam suas primeiras obras que são conhecidas. Rodin, impressionado pela solidez de seu trabalho, admite-a como aprendiz de seu ateliê e foi nesse momento que ela colaborou na execução das obras Portas do Inferno (Les Portes de l'Enfer) e do monumento Os Burgueses de Calais (Les Bourgeois de Calais).

Tendo deixado sua família pelo amor de Rodin, ela trabalha vários anos a serviço de seu mestre e mantendo-se à custa de sua própria criação. Por vezes, a obra de um e de outro são tão próximas que não se sabe qual obra do mestre ou da aluna inspirou um ou copiou o outro. Além disso, Camille Claudel enfrenta muito rapidamente duas grandes dificuldades: de um lado, Rodin não consegue decidir-se em deixar Rose Beuret, sua companheira devotada desde os primeiros anos difíceis, e de outro lado, alguns afirmam que suas obras seriam executadas por seu próprio mestre e vice-versa. Assim sendo, Camille tentou se distanciar, percebendo-se muito claramente essa tentativa de autonomia em sua obra, tanto na escolha dos temas como no tratamento. Esse distanciamento seguiu até o rompimento definitivo em 1898. A ruptura é marcada e contada pela famosa obra de título preciso: A Idade Madura [3] (L’Age Mûr – Museu d'Orsay).

Ferida e desorientada, Camille Claudel nutriu então por Rodin um amor-ódio que a levou à paranóia. Ela instalou-se então no número 19 do Bourbon e continuou sua busca artística em grande solidão apesar do apoio dos críticos que organizaram duas grandes exposições, esperando o reconhecimento e assim um benefício sentimental e financeiro para Camille Claudel. Suas exposições tiveram grande sucesso de crítica, mas Camille já estava doente demais para se reconfortar com os elogios.

Depois de 1905, os períodos paranóicos de Camille multiplicaram-se e acentuaram-se. Ela delírava que Rodin estava se apoderando de suas obras para remoldá-las e expô-las como suas, e que desconhecidos queriam entrar em sua casa para lhe furtar as obras. Ela vivia então em um grande abatimento físico e psicológico, não se alimentando mais e desconfiando de todos.

Seu pai, seu porto-seguro, morre em 3 de março de 1913. Em seguida, em 10 de março, ela é internada no manicômio de Ville-Evrard. A eclosão da Primeira Guerra Mundial levou-a a ser transferida para Villeneuve-lès-Avignon onde morre, após trinta anos de internação, em 19 de outubro de 1943, aos 79 anos incompletos.

Impossível mexer na história dessa mulher e não chorar.

A minha dica é, (como não está rolando nenhuma exposição de Claudel aqui no Brasil) que assistam ao filme e se emocionem diante de tamanha devoção à arte e a um homem, devoção ao ponto de enlouquecer pelas duas coisas. Assistam!

Até nosso próximo post.

Willy Barcellos.

19 de março de 2010

Alphonse Mucha

Vamos iniciar nossas postagens sobre arte falando de um dos maiores nomes da arte, eu tenho que controlar meus dedos no teclado porque sou totalmente apaixonado pela obra desse grande mestre. Mucha é pra mim sinônimo de perfeição, de dedicação e de talento raro! É meu ídolo maior no mundo da arte, tanto que tenho uma de suas ilustrações tatuada no meu corpo.

Alphonse Maria Mucha nasceu em Ivancice, em 24 de julho de 1860 foi um ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Em 1894 Mucha foi convidado pra ser o ilustrador oficial dos espetáculos de Sarah Bernardt que seriam realizados na França, e até 1910 esse contrato fez com que Mucha realizasse vários trabalhos inesquecíveis até hoje. Em 1912 iniciou uma nova série de ilustrações que chamou de Épicos Eslavos, essa fase durou até 1930 com trabalhos menos comerciais e com riqueza de detalhes ainda maior.

Mucha é mais conhecido como o artista gráfico de Art Nouveau, de estilo inconfundivel e referência de toda uma "Belle Epoque". Utilizava a fotografia como meio de estudo para suas ilustrações, sua obra encantou e encanta até hoje várias gerações de artistas e admiradores.

Na época de sua morte em 1939, sua arte chegou a ser considerada fora de moda e antiquada devido ao estilo muito marcante do fim do século, a critica dizia que aquilo já tinha passado! hoje sua obra inspira a vários artistas plásticos e amantes da arte em todo o mundo. Seu filho Jiri Mucha mantém viva a história do pai através de livros contando a vida do mestre além do museu Muchá, do site do artista e da fundação mucha.

Uma ótima dica é conhecer a fundo a vida e as obras desse grande mestre!



























Até nosso próximo post!

Willy Barcellos