13 de agosto de 2010

Estréias da Semana

Encabeçando as produções estreantes no Brasil está "Os Mercenários" filme que carrega polêmicas desde sua concepção, com as críticas feitas ao Rio (que foi uma das locações da obra) pelo diretor, produtor e ator do filme Silvester Stalone, enfim, tivemos por cota a participação de uma atriz brasileira, foram cogitadas Juliana Paes e Cléo Pires que na época estavam pelos Caminhos das Indias e não puderam participar, sobrando para Gisele Itiê (Bela, a feia) abocanhar o papel, o trialer promete um filme de ação, de ação dos veteranos diga-se de passagem, pois conta com Dolph Lundgren, Mickey Rourkee o próprio Stalone, que está com um físico espantoso no filme, que recursos ele estará se valendo pra manter tal forma?
Seguindo temos Nicolas Cage numa atração da Disney, de forma e gosto duvidosos "Aprendiz de Feiticeiro", será mais um daqueles filmes bem pipoca, recheado de grandes atores? Bom teremos que conferir...
Parece que algo bom vai estrear, "Destinos Ligados", pode ser uma boa surpresa, o drama protagonizado por Naomi Watts e Annette Bening, promete ao público mais sensível uma boa opção de entretenimento. Seguem abaixo as sinopses, vamos acompanhar e conferir no cine mais próximo!

Os Mercenários (Ação)
Sinopse: 'Os Mercenários' conta a história de um trio de mercenários descartáveis, enviados para se infiltrar em um país da América do Sul e lutar contra seu cruel ditador para libertar a população do local. Juntos eles possuem uma marca, a tatuagem The Expendables.
Elenco: Sylvester Stallone, Jet Li, Jason Statham, Dolph Lundgren, Eric Roberts, Mickey Rourke, Gisele Itié, Terry Crews, Randy Couture, Steve Austin, Brittany Murphy.

Aprendiz de Feiticeiro (Fantasia/Aventura)
Sinopse: Balthazar Blakeé um mestre feiticeiro dos dias atuais, morador de Manhattan e tenta defender a cidade de seu arqui-inimigo, Maxim Horvath (ALFRED MOLINA). Balthazar não é capaz de fazer isso sozinho, então ele recruta Dave Stutler (JAY BARUCHEL), um rapaz de aparência comum que demonstra potenciais ocultos.
Elenco: Nicolas Cage, Monica Bellucci, Jay Baruchel, Alfred Molina, Teresa Palmer, Toby Kebbell, Omar Benson Miller, Jake Cherry.

Destinos Ligados (Drama)
Sinopse: Três mulheres vivem histórias diferentes e ao mesmo tempo ligadas por um único tema: a adoção. Elizabeth (Naomi Watts) é uma advogada inteligente e bem-sucedida que usa seu corpo para conseguir o que quer, e é através do seu charme que ela inicia um romance com o chefe (Samuel L. Jackson). Karen (Annette Bening) é uma profissional da saúde, muito sensível e amável, mas que esconde este seu jeito humano e vive amargurada. Isso porque ela engravidou aos 14 anos, entregou a filha Elizabeth para adoção há quase 40 anos e não supera a dor por ter tomado esta decisão. Lucy (Kerry Washington) é uma mulher casada que não consegue engravidar e resolve recorrer à adoção para ter a família que tanto deseja.

Fica ae a dica, boa sessão, até nosso próximo post!

Wagner Robert

12 de agosto de 2010

Sessão Tripla!

Hoje tenho uma novidade pra compartilhar, esta semana fiz algo diferente, ultrapassei a sessão dupla e atingi a trepadinha, trepei um filme após o outro, e vou compartilhar algumas observações com vocês!

Vamos iniciar os trabalhos com a obra que traz a brasileira Alice Braga (Ensaio Sobre a Cegueira) protagonizando ao lado do oscarizado e ex-magrinho, agora saradinho, Adrien Brody (o Pianista) o remake do filme lançado originalmente em 1987 e protagonizado por Arnold Schwarzenegger, temos aqui o típico filme de ficção científica com grandes doses de suspense e muita aventura. Contando a história de um grupo de pessoas de diversas partes do mundo, sem nenhuma ligação, mas com algo em comum, no planeta de onde vieram são predadores, e de maneira tensa e nebulosa foram retiradas de seu planeta para uma espécie de caçada, com um pequeno detalhe que eles vão descobrir com o passar da trama, é que eles são a caça.
Com muitas cenas de aventura e suspense, o filme convence por criar um ambiente de mistérios, a medida que vai se desenrolando eles vão sendo revelados, o bacana é que não tem nada a ver com espiritismo ou sobrenatural, ao contrário, como sempre imaginamos, existe vida em outro planeta, e o mais importante eles são caçadores, tem habilidades impressionantes e o que mais os aguçam é o momento da caçada, a fragilidade dos humanos, os medos, os sentimentos, isso os atiça ainda mais, parecendo um grande jogo, nele vai sobreviver quem tiver mais sorte e fizer as escolhas certas.
Filme pipoca bem feitinho, com um clima tenso e intrigante, boa visibilidade para Alice Braga que se destaca e mostra força e fluência no Inglês, classifico com 3 estrelas, e se você tem o coração fraco, se prepare para fortes emoções!

Uma deliciosa historinha boba para crianças, com um grande diferencial em outras animações, não temos mocinho, temos dois vilões atrapalhados que protagonizam a história, é claro que um deles vai conseguir a redenção de seu personagem. Logo na primeira cena conhecemos o primeiro vilão Gru, assustadoramente engraçado, no cinema sua primeira cena já dá o tom do que vai acontecer, o título nos deixa surpreso, intriga por que ele é o Malvado Favorito?
A sinopse traz Gru (narrado por Leandro Hassum) um vilão e planeja roubar a Lua, mas não consegue porque três meninas órfãs veem nele a figura de um pai. Diante disso, Gru fica dividido entre roubar a Lua e abandonar as pequenas ou ficar com elas e desistir dos seus planos, para dificultar ainda mais tem em Vector (narrado por Marcius Melhem) seu maior rival, que acabara de roubar uma das pirâmides do Egito, rs!
Sinceramente é um filme para crianças, eu me diverti a valer, o filme é fofinho, com as três menininhas que o malvado adota, Margo, Edith e Agnes, destaque para a última que é lindinha, a sequencia dela pedindo pra ele ir a sua apresentação de balé é de cortar o coração, uma gracinha quando ela pede "por favorzinho", coisas de criança. Leve seus filhos, ou vá você mesmo reavivar a criança que existe em você.
Classifico com 3 e 1/2 estrelas, pura diversão!

Chegou a hora de falarmos sério, um filme polêmico que traz a tona assuntos que dificilmente as famílias brasileiras discutem, a organização do crime culminando na criação da então falange vermelha que depois iria se chamar comando vermelho.
O filme tem uma boa ideia, conta com atores novatos, encabeçando o elenco temos Daniel de Oliveira e Daniela Escobar, mas confesso que a montagem do filme é confusa, eles ficam indo e voltando no tempo meio que sem uma lógica ou dinâmica própria, dificultando o entendimento, até por que, é utilizado muitas gírias da época, muitas eu não conhecia, galera com mais de 35 anos pode ser que relembre seus tempos, mas no caso dos mais novos é mais complicado. Mas, isso não diminui o êxito do filme, que mostra que desde de 70 ou 80 a nossa política, polícia eram despreparadas, primeiro os políticos resolvem colocar juntos presos políticos (muitos deles graduados) com presos comuns (ladrões de rua), o que resulta num grande aprendizado dos ladrões, que entendem certos mecanismos lendo livros resolvendo se organizar, depois com a polícia, assim como no "caso 174", mostrando total despreparo, em 12 horas de ação, deslocam 400 homens para abater UM, apenas um homem, a cidade parou...
O ponto negativo deste filme é uma certa apologia ao crime, vamos dizer assim, deve se ter muito cuidado ao apresentar este filme aos jovens, papel de pais e professores que devem trabalhar este assunto, já que fica a impressão de que os bandidos e o comando foram importantes para o fortalecimento de nossa democracia, e não é bem assim que a banda toca.
Quero ressaltar toda a reconstrução de época do filme, muito difícil reviver a década de 70 e 80 da zona sul e norte do Rio, pois nada mais se parece com antigamente, e eles conseguem inclusive, numa cena em que Daniel de Oliveira aparece de sunga, é uma sunga caraterística da época, com tomadas inteligentes e trilha sonora apropriada, nos faz embarcar na época tão dançante, tão fervilhante que foram os anos 70 e 80. Classifico esse bom filme brasileiro com 3 estrelas, por sua coragem e seu tema inovador.

Essa foi minha aventura desta semana, em breve trago mais novidades, afinal o cinema tende a aquecer com o fim das férias e o período pré-oscar!

Wagner Robert

10 de agosto de 2010

O Bem Amado

Olá, e ai, tudo na mais perfeita? Espero que sim! É com grande satisfação que trago pra nossa conversa o Brasileiríssimo "O Bem Amado" baseado na obra de Dias Gomes (grande escritor, romancista, novelista), que em 1973 foi adaptada para a TV Globo, sendo a primeira novela em cores, mais tarde Odorico, principal personagem da obra ressuscitaria no primeiro episódio, da então série, que esteve no ar de 1980 a 1984, agora chegado o ano 2010 eis que surge Paula Lavigne produzindo e Guel Arraes dirigindo as peripécias do Prefeito de Sucupira, invadindo as telonas, com uma sacada nova, nesta versão existe uma ligação entre Odorico e cenário politico nacional da época.

Bom, contando a história de Odorico Paraguaçu (Marco Nanini), que no enterro do último Prefeito percebe que para enterrá-lo é preciso ir para outra cidade, é quando surge sua principal promessa de campanha, criar um cemitério municipal, e com essa plataforma e apoio das Irmãs Cajazeiras (Zezé Polessa, Drica Moraes e Andréa Beltrão) é eleito nos braços do povo, derrotado nas eleições Vladimir (Tonico Pereira) dono do jornal da cidade vira o principal opositor de Odorico, que em seu mandato na Prefeitura será assessorado por Dirceu Borboleta (Matheus Nachtergaele), só tem um probleminha, o cemitério fica pronto, só que ninguém morre, e sua promessa não pode ser cumprida, Odorico então chama Zeca Diabo pra resolver tal situação.

Trinta e sete anos após sua produção para TV "O Bem Amado", toma as telonas nacionais com uma divertidíssima, leve e atual história, quem diria que depois de tantos anos a Política nacional continuaria com os mesmos mecanismos apontados na década de 70, Odorico assistencialista e populista como só ele, vejam bem estou falando de Odorico, qualquer semelhança com a "politicância" atual terá sido mera coincidência. Com um roteiro preciso, os diálogos são deliciosamente desconstruídos pela audácia do Prefeito em florear as palavras criando uma espécie de Odoriquês, rs, parecendo um trava língua, por vezes, a sintonia era tão grande entre os atores que mais parecia um repente de tão bem colocado, posso dizer que isso converge de três fontes, uma excelente direção, um ótimo roteiro e um elenco espetacular, o resultado não poderia ser diferente.

Vale ressaltar o trabalho do mestre Nanini, na pele do Sr. Prefeito, um trabalho memorável, principalmente por estar no ar como o "certinho" Lineu, de A grande Família, é bom ver suas multi facetas em personagem que explore exatamente o oposto do que ele interpreta no seriado, seguidos de Andréa, Zezé e Drica que completam com Nanini as cenas de maior carga cômica do filme, confesso que em determinados momentos tive de segurar a gargalhada pra não atrapalhar a sessão, sinceramente não lembro de um filme que tenha me feito rir tanto, apenas com cenas e tiradas divertidas, sem utilizar de recursos escatológicos, físicos e até mesmo palhaçadas e piadinhas infames, não, "O Bem Amado" não perde o foco e segue uma suave linha de qualidade, inclusive em sua trilha sonora de muito bom gosto e sua fotografia extremamente colorida, trazendo humor inclusive para os figurinos.

Quero aqui também avisar aos que viram a série e também a novela que desconstruam toda sua referência e vá assistir um filme com tudo novo, baseado numa obra muito famosa, difícil de esquecer, mas, se forem ao cinema esperando Nanini imitar Gracindo irão se decepcionar, são obras distintas, tenho total certeza que Dias Gomes está muito feliz com esta homenagem que está sendo prestada.

Por tudo aqui apresentado, classifico com 5 estrelas, e deixo o meu pesar aos fãs de cinema do mundo que dificilmente irão gozar do prazer de ver este filme, não consigo imaginar uma tradução dos diálogos apresentados, que são genuinamente brasileiros, criados dentro de nossa realidade.

Fica ae a dica, ainda dá tempo, corra ao cinema mais próximo, em tempos de eleição não poderia haver opção melhor.

Wagner Robert

7 de agosto de 2010

A Origem


Sabe aquele filme que te leva a megulhar quase que literalmente para dentro dele? Essa foi a maior experiência que A Origem (Inception) me proporcionou durante os seus 148 minutos de pura adrenalina, emoção e tensão. Christopher Nolan, o aclamado diretor de Amnésia e O Cavaleiro das Trevas, se firma como um diretor visionário nesta aventura tão intrigante quanto fantástica.

O longa traz a história de Don Cobb (Leonardo DiCaprio), um sujeito que adquiriu a incrível habilidade de "extrair" idéias e segredos da mente. Não por persuasões como normalmente nós tentamos fazer, mas adentrando na mente das pessoas quando estas se encontram em seu momento mais vulnerável, quando estão dormindo. Basta dizer que Cobb é, por um misterioso motivo, caçado pela polícia e que recebe uma desafiadora oferta de, ao invés de extrair, implantar uma idéia na mente de um homem a mando de um poderoso empresário, podendo ter em troca a liberdade que almeja. Daí em diante é melhor não contar mais nada para não estragar o enredo da trama


DiCaprio está perfeito, aliás, seu personagem lembra muito o seu detetive de Ilha do Medo. Definitivamente este é o ano dele. Ainda que ele não venha a ser coroado com um oscar, pois sabemos que a academia não tem simpatia por gêneros do tipo, ele se confirma como um ator de peso (tanto financeiramenete devido aos lucros que este tem gerado quanto principalmente pela qualidade de suas atuações), um ator completo. Quero ressaltar também a qualidade do elenco como um todo, muito bem escolhido. Adorei ver Marion Cotillard (Piaf) como a misteriosa esposa do protagonista, Joseph Gordon-Levitt (500 dias com ela, olha ele aí de novo!) como o braço direito de Cobb, até Michael Caine com um papel pequeniníssimo consegue marcar presença, mas digamos, com tudo isso, a grande atração de A Origem certamente é o seu roteiro e o seu delirante visual.

Nolan conseguiu o que Hollywood teima em errar: Fazer a junção de uma ótima história
com excelentes efeitos especiais. Em nenhum momento, mesmo com todo o absurdo da trama, o filme soa inverossímel. O diretor consegue fazer o público acreditar nos personagens e em suas lutas mesmo em meio a visuais surreais em situações mais surreais ainda, tendo a liberdade de ser criativo, pois o pano de fundo da trama se encontra em meio a sonhos e até mesmo em sonhos dentro de sonhos, uma loucura genial!

Assim que acabou a projeção, quis voltar e assistí-lo outra vez. A tempos isso não acontecia comigo. Usando da própria temática da obra, este filme é um sonho. Pena que tive que acordar. Candidato a filme do ano pra mim. É claro que as comparações com Matrix e com o própio Amnésia de Nolan são inevitáveis, mas todas desaparecem quando somos submergidos para este mundo de sonhos e lembranças.

Atribuo à obra 5 estrelas com louvor!!!

Marcus Lyra

3 de agosto de 2010

Salt

Olá, e aí, tudo na mais perfeita ordem? Espero que sim!!! Hoje trago pra nossa conversa o mais novo filme, aliás o primeiro filme pós gestação, da estrela oscarizada e sex simbol Angelina Jolie, com vocês "Salt".

A trama central é baseada na vida da espiã de origem Russa Evelyn Salt (Angelina), que trabalha pra uma agência de inteligência americana, com um perfil clássico do imáginário coletivo, ela é uma mulher bonita (necessário esse comentário? rs), bem sucedida, com um bom casamento e um passado misterioso, esse é o ponto de partida para que as emoções e principalmente as cenas de muita ação aconteçam. Evelyn é posta a prova por um Espião Russo que revela detalhes de seu passado, trazendo desconfiança em sua equipe que passa a persegui-la, que em uma aventura alucinante e de tirar o fôlego sacode a telona pra tentar trazer a verdade à tona.

Com muitas e boas cenas de ação (daquelas bem mentirosas que adoramos) percebemos uma direção correta, sem atropelos, e a medida em que o filme vai se desenrolando as peças do quebra cabeça vão se juntando, nos fazendo embarcar na história e acreditar no que está sendo contado.
A bem da verdade é que o filme poderia se chamar "Jolie", sua estrutura se baseia no talento e na expressividade de sua protagonista, que além de uma atuação impecável, empresta todo seu charme e carisma para dar vida a personagem, não consigo imaginar este filme com outra atriz que nao seja Angelina, nesse ela faz um mix de outra obras dela, o dinamismo de "Srº e Srª Smith", a fantasia de "Tomb Raider", e a agilidade em "O Procurado", Salt cumpre o que promete um filme de ação com muitos efeitos, principalmente os sonoros (que são especialmente valorizados no cinema).

Não posso deixar passar em brancas nuvens, o que é aquela perucona loura usada por Jolie? Será que sua equipe não poderia ter cuidado deste detalhe com mais carinho, era só ligar pra Beyoncé e pegar umas dicas, mas não, parece que a qualquer momento a peruca vai cair, rs, pronto falei...

Vou classificar com 3 e 1/2 estrelas, pelo show de entretenimento que este filme em seu contexto geral apresenta, a presença da Deusa Angelina, a direção correta, em tempos de vacas magras (com tantos filmes pipoca, tipo, "Furia de Titãs", "Principe da Persia" e "Homem de Ferro") acaba se destacando, mesmo nao inovando em nada, mas diverte, e te prende a atenção, vou além, fiquei com a impressão que não para por aqui não, é possível que em breve tenhamos novas aventuras da espiã mais sexy do cinema mundial!

Fica ae a minha dica, até nosso próximo post!

Wagner Robert!!

2 de agosto de 2010

Glee


Quero confessar que sou fã de carteirinha de musicais. Adoro os eternos clássicos como Cantando Na Chuva, A Noviça Rebelde e suas maravilhosas canções interpretadas pela doce e inigualável voz da Julie Andrews, e por aí vai. Ressalto também os musicais modernos que trouxeram uma nova harmonia para o gênero tal como Moulin Rouge que provara uma Nicole Kidman saltando a voz e bonito, o divertido humor negro de Chicago que conquistou a crítica e o oscar de Melhor Filme em 2002, confirmando que "os filme cujos diálogos do nada se transformam em canções" reencontraram seu lugar no cinema com louvor. Seguiram-se produções criativas com sucesso não só de crítica como de público como no caso de Hairspray e Dreamgirls, confirmando ainda mais que o gênero voltou, e para ficar.

A novidade em se tratando de musicais agora é na TV. Não falo de High School Music não (sem comentários rs), estou falando de Glee. Uma série que tem virado febre no mundo inteiro, conquistado prêmios e mais prêmios, batendo records de downloads tanto de episódios quanto das canções interpretadas na trama.

Tendo como cenário principal um colégio, Glee tem como enredo o coral Novas Direções
(antes chamado Glee Club), formado por estudantes cuja maioria são nerds, garotos e garotas nada populares, deficientes, os quais buscam a fama e aceitação por parte dos "normais". Dirigido pelo professor de espanhol Will Schuester (Matthew Morrison), o grupo de musica parte em busca de campeonatos para alcançar estatus, tudo em meio a conflitos, dramas familiares e muito romance. O mais interessante é que Glee aborda temas como gravidez na adolescência, homossexualismo e entre outros com muito bom humor, dexando o clima da série agradável, longe de ser sufocante ou clichê demais.


Glee está terminando sua 1ª temporada agora, tendo uma 2ª já confirmada. O sucesso é tanto que cantores de nome (Jenifer Lopes, Beyoncé) e até o ator Javier Bardem estão sendo cotados para participarem de futuros episódios. Outro fator que esta sendo determinante para o sucesso do programa é o fato de suas canções não serem própias (como nos musicais tradicionais), mas sim singles já bem conhecidos. É comum ouvir de Barbra Streisand a Lady Gaga em seus episódios, tendo uma grande variedade de estilos e gostos em seu repertório, fazendo até com que aqueles que não curtam o gênero passem a curtir.


Esta é minha dica se você deseja acompanhar algo novo e divertido na TV. Sendo transmitida aqui no Brasil pelo canal da Fox, tendo transmissão online pelo site do Terra. Em breve deverá ser exibida em canal aberto também (acho que pela Globo). Para você, amante da música, Glee é um programão!

Marcus Lyra

28 de julho de 2010

Preciosa - Um História de Esperança


Esse filme tinha tudo para se tornar "mais um filme comovente sobre negros que encontram em seu caminho um salvador branco para apostar em suas vidas"; tinha tudo para andar de mãos dadas com o decepcionante Um Sonho Possível, se enchendo de clichês e com bastante trilha musical para comover em cenas tocantes. Graças a Deus e ao talento do diretor Lee Daniels, Preciosa - Uma História de Esperança toma o caminho oposto das típicas produções e realiza uma obra-prima!

Contando com um elenco surpreendentemente ótimo (todos sem excessão atuaram muito bem, até mesmo os singers Mariah Carey e Lenny Kravitz em papéis secundários), um roteiro que foge de todas as armadilhas para evitar o usual, o fácil, e duas atrizes que dão um show de interpretação (a ganhadora do oscar por coadjuvante Mo'Nique e a injustiçada Gabourey Sidibe como protagonista) a obra pega pesado ao retratar a vida de Claireece Jones Precious, que quando ainda criança era forçada a ter relações sexuais com o pai, tendo deste dois filhos, e agora jovem precisa lidar com uma mãe "monstruosa" (a sensacional Mo'Nique), a sua péssima condição social e com suas frustrações sentimentais.

A história é contada de forma bem sincera, o mais próximo da realidade possível, sem
rodeios, sem enfeites. Daí alguns acharem o filme baixo astral demais. Mas é justamente desse "clima" pesado, de miséria, de frustrções que Lee Daniels tira poesia, beleza e, por fim, esperança. Toda crueldade e violência passada na tela, mostrando simplesmente a realidade de muitas "preciosas", é que fazem dessa produção um dos filmes mais importantes da atualidade.


Ganhador de vários prêmios, sendo a maioria para Mo'Nique, ainda conseguindo o merecido oscar por roteiro adaptado, Preciosa não é um filme fácil, não é entretenimento, e sim o retrato de muitas vidas, sem fundo musical para as coisas parecerem mais amenas, um filme obrigatório.


Fica a minha dica! Confira, reflita, passe para os outros...


Marcus Lyra


17 de julho de 2010

Sheryl Crow

Sheryl Suzanne Crow nasceu em Kennett em 11 de fevereiro de '62 é a nossa maravilhosa Sehryl Crow, que começou sua carreira já nos anos '80, embora sem visibilidade, depois de passar anos como backing vocal de artistas como Don Henley, Rod Stewart, Eric Clapton e Michael Jackson, e de dar aulas de música para crianças deficientes, Sheryl Crow gravou seu primeiro disco em 1993, no qual estourou com a música "All I Wanna Do".

Alternando seu estilo entre o Folk, Pop e Rock, Sheryl desde sua estréia, teve vários hits nas rádios de todo o mundo e ganhou diversos prêmios Grammys e vendeu mais de 40 milhões de discos em todo mundo.


Já fez duetos com diversos artistas, teve canções em várias trilhas sonoras de filmes; cantou com Luciano Pavarotti, Elton John, Rolling Stones, Johnny Cash, U2, The Corrs, Miley Cyrus, Sting (video acima) e vários outros grandes artistas.

Já namorou o cantor e guitarrista Eric Clapton, o ator Owen Wilson e o famoso ciclista norte-americano Lance Armstrong, de quem se separou em Fevereiro de 2006

Sheryl Crow já se apresentou por duas vezes no Brasil. A primeira visita ocorreu em Novembro de 1995, como atração de abertura de Elton John. A segunda foi em Janeiro de 2001, na terceira edição do festival Rock in Rio.

Recentemente chegará em nossas lojas seu novo cd chamado "100 miles from Memphys", meus ouvidos não perceberam nada demais nesse cd, meio que simpatizou com a balada "Stop" embora não seja a música de trabalho, essa se chama "Summer Days" e confesso que não vi nada demais. Lembro me que ao ouvir os dois últimos álbuns "Detours" e "Wildflower" eu de cara me encantei com algumas canções e nesse álbum o mesmo não aconteceu, mas vamos esperar, quem sabe eu esteja enganado e ela chegue arrebentando com algum outro hit desse álbum?

Pra quem não conhece muita coisa de Sheryl e está afim de se aprofundar eu coloquei abaixo a relação dos álbuns e as melhores canções deles, assim vc pode baixar, conhecer, com certeza vai se apaixonar e depois comprar os álbuns, até porque a obra dela completa é muito boa e vale a pena ter em casa!

(1993) Tuesday Night Music Club
Esse álbum é maravilhoso, álbum de estréia e trouxe vários hits, são eles: "Run, Baby, Run", "Strong Enough", "All I Wanna Do" e a balada "I Shal Believe"

(1996) Sheryl Crow
Nesse álbum temos três grandes canções: "Everyday is a Winding Road" (Trilha do filme "Erin Broackovich" que deu o Oscar tão esperado a Julia Roberts), temos "Hard To Make a Stand" e "Home" que é uma das minhas favoritas e tem um video lindo, vale a pena dar uma espiada no Youtube.

(1998) The Globe Sessions
Nesse temos "My Favorite Mistake", "Crash And Burn" (essa foi trilha de "Cálculo Mortal" com Sandra Bullock e também tocou num dos episódios de Friends, que não me lembro qual foi) e ainda trouxe a regravação de "Sweet Child O'Mine" que deve ter feito o pessoal do Guns querer morrer porque é muuuuito melhor na voz da loura!

(1999) Sheryl Crow and Friends : Live
Esse álbum é uma coletânea dos anteriores ao vivo

(2002) C´mon, C´mon
Esse é muito bom, daqueles que você põe pra tocar e não se preocupa porque tudo que toca é de primeira: "Steve McQueen", "Soak Up The Sun", "Safe and Sound", "C'mon C'mon", "It's So Easy", "Over You" e "Weather Channel"... Caramba, acabo de me dar conta de que o álbum é todo bom, hehhe!

(2003) The Very Best of Sheryl Crow
Coletânea em studio

(2005) Wildflower
Nesse vale a pena conhecer: "Perfect Lie", "Good is Good", "I Don't Wanna Know", "Always On Your Side" e a mais deliciosa do álbum que é a faixa título "Wildflower" é um grande cd, está entre meus favoritos!

(2008) Detours
Gosto desse álbum, mas como a intensão aqui é indicar as cansões que podem fazer o leitor se apaixonar por Sheryl, não tem muito o que indicar mas sugiro que conheçam "Peace Be Upon Us" e a linda e minha música preferida dela "Lullaby For Wyatt" uma cansão de ninar feita pro filho de Sheryl, é simplesmente lindo! comfira o video abaixo!


(2010) 100 Miles From Memphys
como disse no texte, eu só indico a baladona "Stop" que acho que pode alegrar nossos corações, fora isso, o álbum não me emocionou!
vale a pena indicar que o pessoal ouça trilha 007 cantada por Sheryl Crow "Tomorrow Never Dies", "Mother Nature Son" do filme Uma lição de amor e a elétrizante "Real Gone" trilha do desenho animado "carros"!


Então essa é minha dica, Sheryl Crow, se você conhece, tire seus cds do armário e faça uma sessão Sheryl, se você ainda não conhece muita coisa, corra agora e ouça as dicas, compre os cds e apaixone-se!

Até o nosso próximo post.

Willy Barcellos!

15 de julho de 2010

O Peso do Silêncio


Nasce um estrela, Heather Gudenkauf a autora do livro O Peso do Silêncio, sei que você deve estar se perguntando, quem é essa meu Deus? Então, eu mais uma vez fazendo minha "Livro-terapia" estava numa livraria e enquanto meu olho buscava algo interessante pra eu ler me deparei com uma capa muito bonita, na verdade muito expressiva (viu a importância da arte nas capas dos livros), aí deu vontade de ver quem era a autora e ler a sinópse, nunca tinha ouvido falar dela, mas a sinópse me embriagou de vontade de lê-lo, então, comprei!

Na contracapa tinha algo falando sobre a autora e ao ler vi que ela estava se tornando uma revelação por causa do seu primeiro livro, esse! Daí devorei ele em apenas alguns dias, acho que se eu tivesse tempo teria feito isso em apenas um dia, o livro é ótimo, acho que não me sinto assim com uma história desde Ensaio Sobre a Cegueira do nosso saudoso José Saramago, as duas história nos prendem e a vontade é de largar tudo e ler o livro sem parar e isso só acontece quando o livro é muito bem escrito, (sem querer comparar, claro).

Pode até ser que eu esteja enganado, mas acho que vem aí mais uma grande escritora pra nos presentear com grandes histórias!

Sinópse:
Aconteceu numa quieta manhã de agosto... Duas famílias acordam para um pesadelo. Suas filhas sumiram na noite!
Calli doce e meiga parou de falar quando tinha 4 anos após vivenciar um momento traumático em sua família. Petra, sua melhor amiga, sua alma gêmea e sua voz tem a mesma idade e sempre foram inseparáveis. Três anos depois, numa calma manhã de agosto Calli é levada pra dentro da floresta por seu pai, alcoólatra e violento, lá acabam se perdendo um do outro, ao mesmo tempo Petra, a melhor amiga de Calli, desaparece. Enquanto uma busca é organizada as famílias refletem sobre acontecimentos do passado que desencadearam a sequência de eventos que culminou com o desaparecimento das duas crianças.
Agora, estas famílias estão unidas pelo mistério do que aconteceu a suas filhas. E a solução está oculta no silêncio de seus próprios segredos... Uma história explosiva. Um suspense de tirar o sono. Mas acima de tudo, um romance sobre laços de família e emoções humanas vistas pelos olhos dos muitos envolvidos neste drama. O Peso do Silêncio é um romance comovente e lírico, cujo ritmo mantém a aura de tensão até a última página.

Heather Gudenkauf

Com maestria e beleza Heather nos oferece um românce em que são contrapostos sentimentos de culpa e desejo, devoção e honestidade, situações que permeiam sonhos, escolhas e experiências durante o curso de nossas vidas. Uma narrativa vivida e honesta que vai permanecer na memória por muito tempo depois de a última página ser lida. Heather mora Dubuque - Iowa, com seu marido, três filhos e um pointer alemão de pêlo curto e muito mimado. Atualmente se dedica ao seu próximo românce, vamos aguardar!

Por enquanto, a dica é: O Peso do Silêncio, imperdível!

Até nosso próximo post.

Willy Barcellos.

Encontro Explosivo

Olá, e ai, tudo na mais perfeita? Espero que sim! Vamos falar da estréia mais badalada da semana, "Encontro Explosivo", que contou com a presença ilustre de seus protagonistas Tom Cruise e Cameron Diaz, que, inclusive vieram ao Brasil para promover o filme, aliás, a propaganda é alma do negócio, o trailer é engraçadíssimo e promete muita emoção, mas... rs!

Vamos aos trabalhos, em 'Encontro Explosivo', June (Cameron Diaz) está indo para o casamento de sua irmã, quando esbarra em Roy (To Cruise), sua vida jamais será a mesma após este encontro, e totalmente explosivo a medida que ela se vê no meio de uma trama de mentiras, onde não sabe mais em quem acreditar, ela começa a desconfiar de Roy, que é um homem misterioso, que se apresenta dizendo estar do "lado do bem" e que está tentando colocá-la a salvo. Esse é o ponto inicial do filme, pra "protegê-la" embarcamos em uma aventura de ação, meio que comédia romântica que vai rodar o planeta.

Tom e Cameron fazem uma bela dobradinha em filmes de ação, estão um pouco "velhinhos" para os personagens propostos, mas, o problema é que não rolou química entre os dois. Cruise é correto, tem uma interpretação limpa, simples e vigorosa, nos fazendo acreditar que continua em forma e com muito gás pra conitnuar sua "missões impossíveis". O filme tem um inicio meio que paradão e aos poucos vai se desenvolvendo, uma cena de ação aqui, uma cena de ação ali, mas lá pra reta final é que as coisas começam a esquentar e ficar mais interessante. Não sei, mas fiquei com a impressão que a escolha de Cameron foi um erro, ela destoa na dobradinha do filme, não que seja um problema em sua atuação, ela pode até ter feito o melhor que pôde, mas uma escolha errada de atriz, o filme tinha cara de Julia Roberts (Duplicidade), rs, ficaria caro demais.

Quero aqui registrar que fiquei impressionado o currículo do diretor deste filme, James Mangold ("Os Indomáveis - 2007", "Johnny e June - 2005", "Identidade - 2003", "Kate e Leopold - 2001", "Garota Interrompida - 1999", "Cop Land - 1997") e todos as suas obras levaram indicações ao oscar, parece que James resolveu entrar numa nova fase de sua carreira, não começou muito bem não, rs, mas vamos aguardar suas próximas obras.

Sessão pipoca total, cenas de explosão, carros caindo, subindo, escaladas, muito tiroteio, muitas balas ao esmo, muitas cenas de ação com boas doses de humor, e com direito a casalsinho se formando no filme, isso é o queo filme propõe e apresenta, embora o trailer venda o filme de maneira incorreta, se bem, que parece uma constante com trailers, impressiona como por vezes filmes são apresentados de uma forma e quando assistimos, parece que estamos vendo outro filme...

Fica ae a dica desta semana, classifico com 2 estrelas e nada mais!!! Até nosso próximo post!

Wagner Robert

14 de julho de 2010

Vander Lee


No meu último post eu havia falado da nossa atual carência de bons cantores "homens" na nossa mpb, estamos com uma fonte inesgotável de cantoras que continuam a aparecer no mundo da mpb e raramente surge um cantor cantando algo de bom, já faz algum tempo que não surge um rapaz trazendo coisas novas pra nossa música, daí decidi falar de alguns cantores que merecem destaque e o primeiro que escolhi é um mineiro mega simpático, divertidíssimo (quem já foi no seu show sabe disso) além de ser um dos melhores compositores da nossa mpb, com vocês, Vander Lee!

Vanderly Catarina é um mineiro arretado de bom, você pode até pensar que não conhece nada dele, mas eu vou te provar o contrário. Esse moço que nasceu em Belo Horizonte - Minas Gerais no dia 03 março de '66 é um dos compositores mais requisitados da nossa mpb. Vanderly que hoje usa o nome de Vander Lee, iniciou sua carreira cantando em barzinhos mineiros nos meados da década de '80. Em '86 gravou sua primeira fita demo com apenas 4 canções e em '87 já fazia shows com seu repertório próprio. Suas músicas variam desde baladas românticas, samba e rock mineiro, em suas composições Vander Lee fala de acontecimentos do passado, da vida cotidiana e nas mais românticas, sempre fala dos caminhos, e descaminhos de amor. Em suas letras ele consegue entregar pro ouvinte todo o sentimento e a doçura que uma música pode transmitir através das letras ricas em rima, melodia e poesia que só ele sabe como fazer.

Se você é um dos que pensa não conhecê-lo, assista os videos espalhados pela postagem, garanto que já ouviu todas as canções, só não sabia quem cantava!




Em 1996 Vander Lee ganhou o segundo lugar do festival ‘Canta Minas’ realizado pela Globo Minas com a música Gente não é cor. Esse foi o impulso necessário para o artista produzir seu primeiro cd independente, assinando ainda como Vanderly no ano de 1997. O cd não obteve uma venda significativa, mas conquistou os primeiros fãs do cantor. Em novembro de 1998 Elza Soares conheceu o trabalho do artista e incluiu a música Subindo a Ladeira em seu repertório de show. Vander Lee a convidou para assistir um show seu em BH e ela além de vir, dividiu o palco com ele. A partir daí, ele realizou várias participações nos shows de Elza em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

Seu segundo cd, ‘No Balanço do Balaio’ foi lançado em 1999 pelo selo da Kuarup, com participações de Mauricio Tizumba, Tambolelê, Raquel Coutinho e o pai do cantor, José Delfino. O disco rendeu boas críticas e circulou timidamente por Minas, Rio e São Paulo. Vander sentiu uma movimentada em sua careira após várias cantoras gravarem suas músicas, como Rita Ribeiro, Eliana Printes, Gal Costa, Emilinha Borba, Alcione, Leila Pinheiro, Paula Santoro, Margareth Menezes, Luiza Possi, Selmma Carvalho. Até hoje um grande número de mulheres gravam suas canções.



Em 2003, o terceiro cd nasceu de uma temporada de shows feita por Vander Lee em Belo Horizonte, no teatro Chico Nunes. O cd se chama ‘Ao Vivo’ e contou com a participação de Elza Soares e Rogério Delayon. A Indie Records vendo o potencial do disco resolveu distribuí-lo. O trabalho foi um sucesso e rendeu ao artista muitos shows pelo Brasil, além da possibilidade de lançar em 2005 o cd ‘Naquele verbo agora’, mais romântico e levemente pop. Com esse disco, Vander Lee arrebatou o público com as canções maravilhosas, principalmente Esperando Aviões que fez muito sucesso nas rádios, além disso foi finalista do “Prêmio Tim de Música”, nas categorias Melhor Disco e Melhor Cantor da Canção Popular.




Em 2006, Vander Lee gravou o cd e DVD ‘Pensei que fosse o céu’ no Grande Teatro do Palácio das Artes, em um show emocionante, com uma banda de peso e a participação de Zeca Baleiro. Além disso, gravou também seu segundo DVD, o ‘Entre’, um acústico com convidados (Renato Motha, Regina Souza, Maurício Tizumba) que será lançado em breve.

O ano de 2009 começou com boas surpresas. Em dezembro lançou seu mais novo cd, intitulado ‘Faro’. Com produção de Marcelo Sussekind, o cd tem uma levada mais pop e possui 12 faixas, sendo 10 inéditas. As outras duas músicas do cd são bem especiais: um poema musicado de Cartola, chamado Obscuridade e uma versão de Ninguém vai tirar você de mim, sucesso na voz de Roberto Carlos. O cd conta com as participações do africano Lokua Kanza, Regina Souza, Renegado.

Hoje Vander Lee segue com a turnê do cd Faro pelo Brasil prometendo ao público shows emocionantes e cheios de poesia.




Viu como você conhece ele?

Minha dica de hoje, ta querendo ouvir música boa e composição de qualidade? Busque os trabalhos do Vander Lee, sugiro todas as músicas que ele canta, não tem nada de ruim em seus álbuns e nas composições sugiro em especial: Quem Vai Dizer Tchau na voz de Nando Reis, Aquela Estrela na voz de Eliana Printes, Contra o Tempo com Rita Ribeiro e Onde Deus Possa Me Ouvir cantada maravilhosamente bem por Gal Costa. Prepare o coração!
Até nosso próximo post!

Willy Barcellos

11 de julho de 2010

Marisa Monte

A Maior Cantora do Brasil, assim a revista Rolling Stones classificou nossa maravilhosa Marisa de Azevedo Monte. Esse posto fora antes ocupado apenas por uma cantora, Elis Regina. Eu tenho muito medo desses rótulos extremos mas estava aqui pensando com meus botões e acho que EU "talvez" concorde com a revista, não porque eu ache que ela seja absoluta, mas porque, pensando nos grandes nomes da nossa música (que eu decididamente não considero tão grandes assim), acaba sobrando o primeiro lugar pra ela mesmo, estou até meio perpléxo e assustado por não haver percebido isso antes, mas às Bethania's e Gal's e os que as consideram as melhores, peço perdão, caso discordem de mim! Claro que sei que Marisa Monte não fez nada por nossa política nem teve nenhuma influência nos ritmos de nossa mpb, mas falando se de música, o histórico dela é impecável, mas, esqueçamos essas comparações, elas não são importantes, vamos fazer o que já devíamos ter feito, falar de Marisa Monte.






Nascida no Rio de Janeiro no dia 01 de Julho de '67 Marisa é Cantora, Compositora, Instrumentista e Produtora musical, já ganhou 3 grammy's latinos além de vários outros prêmios como: Video Music Brasil, Prêmio Multishow de Música Brasileira, Prêmio Tim de Música, etc, poderia ficar aqui 15 minutos citando as premiações dela! A linda e afinada cantora já vendeu mais de 10 milhões de CD's e DVD's no mundo todo, no brasil em 2009 ela teve o auge desses números vendendo 5.850 milhões de CD's e DVD's. É um número considerável, certo?







Marisa é considerada a cantora que mais influenciou outras cantoras que foram lançadas a partir da década de 90 em diante. Se a gente avaliar friamente, Marisa surgiu numa época onde não era comum uma cantora surgir do nada como é hoje, em '87 o país estava vivendo um período de baixa na mpb e o que estava no auge no cenário musical era o funk melody (um ritmo popular, rico nas rimas e pobre na poesia, que nos fez aturar várias bandinhas e duplinhas que hoje a maioria nem existe mais, graças a deus!) e do sertanejo com dezenas de duplas sertanejas surgindo a cada dia com suas cansões melosas e interpretações chorosas de seus intérpretes, e nessa época era um festival de Claudinho e Bochecha, Latino, Sampa Crew, Pepê e Neném, Leandro & Leonardo, João Paulo & Daniel, Zezé Di Camargo & Luciano e mais um milhão de duplas, mas a MPB de raiz estava parada, nada de bom acontecia e ai Marisa apareceu e me lembro que foi um Bum! Marisa Monte era a grande novidade da época porque simplesmente não haviam outras iguais, as cantoras que faziam sucesso na MPB dessa época era as que já faziam a muitos anos e outras que sobreviviam muito mal porque não apareciam na midia, Zizi, Leila Pinheiro e Jane Duboc davam os últimos suspiros (aliás quero deixar aqui minha reverência a Zizi e Gal que sempre foram as mais afinadas), com uma canção aqui e outra ali, Gal, Bethania, Elba, estavam onde sempre estiveram e estarão, no lugar delas, com os fãs delas e tal, mas a intensão ao dizer isso não é denegrir a imagem dessas cantoras, afinal esse é o caminho normal pra todas, até a própria Marisa já chegou no seu "lugar comum".
Eis que surge uma magrela-branquela com uma vóz clássicamente interessante mandando um "Bem Que Se Quiz" e arrancando arrepios do mundo, foi arrebatador, foi novo, foi único! Depois disso ela continuou a surpreender com "Só Quero Chocolate", "Beija eu" e simplesmente não parou mais.

Hoje quando surge uma "Maria Gadú" ou uma "Mariana Aydar" da vida, a gente se entrega, compra o cd, posta no orkut os videos, mas no fundo fica uma voz bem lá no fundo da nossa cabeça perguntando repetidamente: "será que ela é boa mesmo ou será apenas mais uma "Maria Rita" que surgiu, arrancou suspiros, veio cheia de promessas e hoje é apenas mais uma? Depois de Marisa uma enchurrada de Zélias, Anas, Luizas surgem a todo canto e a cada dia, mas não podemos esquecer que ela fez a diferença, ela desbravou esse caminho da MPB feminina que andava meio largado, assim como anda nos dias de hoje a MPB masculina, não se tem nada de novo surgindo, mas vamos esperar no Mariso Monte!

Por isso Marisa tem tantos adjetivos, e pode sim carregá-los porque quando ela surgiu, só tinha sua vóz, a mídia não era o que é hoje que qualquer um (como eu) pode fazer um blog e falar bem de qualquer coisa e influenciar outras pessoas, naquela época ela só tinha o jabázinho da rádio e se não fosse boa, nem chegava no segundo cd, mas ela chegou, aliás chegou em muitos outros, inclusive seus álbuns MM e Verde, Anil, Amarelo, Cor de Rosa e Carvão estão na lista dos 100 melhores discos da história da música popular brasileira.

Enfim uma postagem que deveria falar de Marisa Monte acabou com cara de crítica musical dos anos 90, mas isso só aconteceu por um motivo: Marisa não precisa de definições, classificações etc, ela com seu jeito calmo de movimentos leves consegue nos levar as alturas cantando, seja canções mais lentas, seja seus sambinhas de raíz ou mesmo seus ritmos mais enlouquentes, ela é perfeita, ela é Marisa Monte.

Dispensa qualquer dica!

Até o próximo post.

Willy Barcellos.

India Arie


India Arie Simpson, mais conhecida com India Arie nasceu em Denver no dia 3 de Outubro de '75 e desde pequena recebeu influência de seus pais para desenvolver suas habilidades musicais, a mãe cantava profissionalmente e o pai era jogador profissional de basquetbol mas amava a música, e assim ela cresceu, recebendo toda essa influência dos dois lados, só podia resultar em coisa boa.

Ela cresceu e se tornou uma das melhores cantoras de R&B e Soul do mundo, quem pensa que não a conhece pode ter certeza que está enganado pois India já tem 4 álbuns e 14 singles desde 2001 quando iniciou a sua carreira, teve vários hits tocando nas rádios como "Video", "Little Things", "Purify me"(que é minha preferida) e "I Am Not My Hair", também teve algumas de suas músicas em trilhas sonoras de grandes sucessos do cinema, é o caso de "Get it Together do filme O Espanta Tubarões", "The Heart Of The Matter de Sex & The City - The Movie" e a mais recente "Beautiful Day do filme Plano B", por aqui ela emplacou Video e Ready For Love que foi trilha de novela, além disso a exuberante negra de voz aveludada e forte já recebeu 18 indicações ao Grammy e dessas indicações ela emplacou três Grammy's, ou seja, se você realmente não a conhece quem está perdendo é você porque ela está aí brilhando discretamente com suas canções e composições e ritmos maravilhosos.









Quer conhecê-la melhor e conferir minha dica? baixe agora as canções citadas acima porque são imperdíveis e pra completar baixe também: "Words", "Good Man", "Pearls" e "The Truth".

Minha dica de sempre é: Diga não aos produtos enlatados que as gravadoras tentam enfiar nos seus ouvidos, procure, pesquise e conheça as coisas boas que não estão bombando nas rádios, India Arie é uma dessas.

Forte abraço e até nosso próximo post!

Willy Barcellos

10 de julho de 2010

Estréias da Semana

Chega aos cinemas brasileiros "Shrek para sempre" (finalmente) a última aventura do Ogro que levou milhares de espectadores ao cinema, em sua última edição a novidade fica por conta da opção (fenômeno) 3D. Desta vez Shrek está passando por uma crise de identidade, e resolve questionar o que sua vida era, e como ela está agora, casado, com filhos e sendo considerado um ogro bonzinho, ele não fica nada satisfeito com isso e vai criar muita confusão, em companhia é claro, do seu amigo burro falante e o gato de botas (ligeiramente obeso, rs).
De boa, o é mais fraco da série, parece o enterro do Shrek, to brincando, alguma cenas de aventura, umas piadas corriqueiras, mas no mais, nenhuma novidade e o roteiro deixa a desejar, mais do mesmo... Sessão pipoca total, de repente em 3D faça valer a pena, 2 estrelas e nada mais!

Temos também o desconcertado e estranho "Almas a venda", com um roteiro duvidoso e dificil de acreditar, uma espécie de ficção/drama, que traz a história de um ator que está sentindo a alma pesada por interpretar tantos papeis e absorvê-los, dai aceita a indicação de seu agente e resolve retirar sua alma, enfim, é o fim da picada, como se não fosse o suficiente rola na trama até uma espécie de tráfico de almas entre EUA e Russia, rs, fala sério, o filme é lento e não tem nada a ver com nada, e no final me perguntei, o que eerá que eles quiseram dizer com este filme?
Enfim, se você estiver de bobeira, com paciência, dinheiro sobrando e curtir filmes que viajem na maionese, eu recomendo, mas cravo 1 estrela!

Fica ae a dica, até nosso próximo post!

Wagner Robert

7 de julho de 2010

Leonardo Dicaprio, o astro do ano?


Posso esta me adiantando, mas o queridinho de Martin Scorsese (e porque não de hollywood) é o mais forte candidato a "ator do ano" de 2010. 1º foi o surpreendente sucesso de Ilha do Medo nas bilheterias no início do ano, e agora o seu mais recente trabalho A Origem (Inception), de Chris Nolan (O Cavaleiro das Trevas), vem dando o que falar após a divulgação de seus trailers instigantes; este tem data marcada para 16 de julho nos EUA e aqui para 6 de agosto. Um pequeno grupo de jornalistas já conferiram a produção, incluindo a nossa Ana Maria Bahiana, e elogios não foram poupados em suas críticas, chamando-o até de obra-prima!

Será este o ano de Dicaprio? acredito que sim, e merecidamente pela excelente carreira que ele tem feito nestes últimos anos. Pode ser, é claro, que ele não venha levar um Oscar como no caso de Sandra Bullock(Rainha das bilheterias do ano passado); afinal produções como Ilha do Medo e A Origem não batem com o gênero que a academia gosta de premiar (infelizmente). Uma pena, já que em Iha Leo atuou de forma assombrosamente maravilhosa, e acredito que não será diferente nesse.

É esperar para conferir. Torço por ele que lutou e conseguiu tirar a imagem de "mocinho de Titanic" com tanta garra. Fique de olho em A Origem o qual, a propósito, estou reforçando o que nosso amigo Willy Barcellos adiantou a repesto do longa. Realmenete deve ser muito interessante.

Obs: Leonardo Dicaprio ja esta confirmado para trabalhar com ninguém menos que Clint Eastwood em seu novo projeto! Só vai dar ele!

Marcus Lyra

5 de julho de 2010

A Vida Secreta das Abelhas

Olá, e ai, tudo na mais perfeita ordem? Espero que sim!!! É com muita satisfação que hoje trago pra nossa conversa um filme que a crítica simplesmente destruiu, mas que posso assegurar que é uma excelente opção de entretenimento familiar, com vocês "A Vida Secreta das Abelhas".
Contando a história de Lily Owens (Dakota Fanning) uma garotinha assombrada pela memória de sua falecida mãe. Para escapar de sua vida solitária e dos problemas com o pai, ela foge com Rosaleen (Jennifer Hudson), sua única amiga, para uma cidade que guarda o segredo do passado de sua mãe.

Este é o ponta pé inicial, quando vi o poster deste filme me intrigou a imagem de 4 mulheres negras em torno de uma menina branca, o título meio estranho, não levei muita fé, até porque o elenco leva Queen Latifah e Alicia Keys em um drama? Fiquei com os dois pés atrás, por outro lado contava ainda com a Oscarizada Jennifer Hudson e Dakota Fanning, que particularmente eu adoro. Pois bem, logo de início temos a frágil Dakota narrando a morte de sua mãe, e em seguida é abordado seu péssimo relacionamento com o pai, mas até ai o filme não traz nada de novo, é quando entra a passagem histórica, passado na Carolina do Sul em 1964, ano em que os direitos civis foram aprovados nos E.U.A., momento difícil na história americana, jamais se poderia imaginar que em 46 anos um negro poderia chegar a Presidência.
Vale ressaltar a chegada de Lily, "a casa das abelhas" e o seu encontro e relacionamento com as irmãs, May, June e August (respectivamente interpretada por Sophie Okonedo, Alicia Keys e Queen Latifah). Em especial a personagem May e o seu comovente muro das lamentações, lugar onde ela deixa todas as suas dores através de lágrimas e bilhetes, seu desfecho é o que há de mais emocionante no filme, as lágrimas simplesmente rolam. Sem falar na luta dos negro por seus direitos, a maneira como é mostrado o preconceito de uma época recente, e finalmente a trama principal, a busca de Lily pela verdade de seu passado.

Quero aqui destacar o trabalho de Dakota Fanning, que muito impressionou ainda criança com "Grande menina, Pequena Mulher", cresceu e em 2008 emplaca neste filme como uma grande atriz, em breve poderemos conferir ela atuando novamente em "The Runaways", deixando finalmente, se isso é possível, sua candura, em seu primeiro filme de grande densidade dramática.

Bom, por tudo isso aqui apresentado classifico com 5 estrelas, um filme que podem até considerar pipoca, mas é bem feitinho, o elenco é correto, a direção está acertada e no fim temos um obra completa.

Fica ae a dica, até nosso próximo post!

Wagner Robert

1 de julho de 2010

ECLIPSE - A Estréia da Semana

Caros amigos e amigas fui assistir Eclipse super empolgado, pois confesso que o primeiro "Crepúsculo" não me animou muito, teen demais, o segundo "Lua Nova" me deixou uma excelente impressão e um gostinho de quero mais, então fui todo todo ao cinema (que pra variar estava lotaaaaada de adolescentes inquietos, mas que foi super dez pois pude acompanhar a reação minuto a minuto acerca do filme).

Pois muito que bem, a Saga segue (trocadilho), a grande novidade desta vez parece ficar por conta do forte apelo ao sexo, ou melhor a tão esperada hora da primeira vez, Bella se vê dividida entre o frio Edward e o quente Jacob. Eles nos enrolam contando como alguns membros da familia Cullens tornaram-se vampiros na tentativa de humanizá-los, mas só serviu pra encher lingüiça e criar uma "barriga", francamente, desta vez não apresentam nada, absolutamente nada de novo, em questões técnicas, as cenas de ação são idênticas ao 2, as tomadas são repetitivas e sem criatividade mostrando o óbvio, as montanhas, lembrando sempre
que este é o terceiro filme, ja vimos montanhas demais, rs... Outro grande erro de roteiro e continuação, acontece ao duvidarem de nossa inteligência, pois no filme dois percebe-se o quanto Bella já está divida entre o vampiro e o lobo, mas que tem uma preferência pelo primeiro, neste terceiro, isto é maciçamente explorado, forçando a barra, e aos poucos até a euforia dos adolescentes foi diminuindo, os momentos de maior explosão da platéia acontecia quando o lobo aparecia sem camisa e cheio de atitude e tal, mas não foi suficiente pra manter a energia...
E posso dizer mais, é preciso tomar cuidado, essa grande história de amor pode ir por água abaixo, se estendendo e não levando a lugar algum, um filme que mostrou uma grande evolução regride e muito e volta a ser apenas um filminho adolescente bobo, andei pesquisando pois é gritante a diferença entre as obras, e constatei que cada filme tem um diretor diferente, inclusive o próximo, que será em duas partes "Amanhecer", senti uma perda de identidade.

Vale ressaltar que fui ao cinema acompanhado de 04 mulheres, uma de quarenta, que quase dormiu, duas na faixa dos vinte, que vibraram quando os meninos apareciam sem camisa e nas cenas quentes, e uma de 15 anos, que me confessou achar o filme mais chato até agora, mas que gostou e voltaria com as colegas, não sei se pela história ou para ver novamente seu Edward e Jacob... De boa, dou 1 estrela e meia e nada mais...

Fica ae a dica, até nosso próximo post!

Wagner Robert